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Tudo por um diamante

Arquivo Geral

27/11/2004 0h00

O filme Cascalho (104 minutos) é o destaque da noite de hoje durante mostra competitiva do 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa é uma produção baiana e brasiliense: roteiro e direção de Tuna Espinheira e produção executiva de Márcio Curi, o mesmo de As Vidas de Maria, de Renato Barbieri, exibido na noite de terça-feira, durante a abertura do festival. A dupla repete a parceria do curta-metragem Luiz Gonzaga, O Rei do Baião, de 1969. No elenco, os atores Othon Bastos e Irving São Paulo.

Tuna teve muita paciência com o projeto. O roteiro existe desde 1992 e foi feito com base no livro homônimo de Herberto Sales. “O livro sempre fez parte da minha vida. Um dia, conheci o Herberto e falei com ele sobre minha vontade de transpor o texto para as telas. Ele me apoiou e adorou o roteiro quando o apresentei”, lembra Tuna.

Mas o projeto só se viabilizou financeiramente depois que Tuna venceu um concurso estadual da Bahia e recebeu verba para financiar o projeto. A partir daí, com o elenco selecionado, ele partiu para Andaraí, cidade baiana que é o cenário do livro e a terra natal de Herberto Sales, na Chapada Diamantina.

A história se passa na década de 30 e fala sobre o dia-a-dia de garimpeiros que extraem diamantes e carbonatos. Tuna mostra que eles são homens rudes, quase sempre analfabetos, que trabalham movidos pela ambição, pelo espírito de aventura e pelo sonho de encontrar uma pedra que mude a vida deles.

O cenário, segundo o diretor, lembra o dos filmes de western. “O trabalho em Andaraí foi excelente. Toda a cidade se envolveu com a produção. Foi uma grande festa”, relata Tuna, que optou por utilizar som direto em todo o longa. As filmagens foram feitas durante todo o primeiro semestre do ano passado.

Cascalho tem foco nos conflitos das relações entre um coronel da região e os garimpeiros. Ele é tão poderoso que se sobrepõe inclusive às autoridades. O resultado dessa luta de forças é um trabalho de semi-escravidão.

Semana passada, o filme foi exibido pela primeira vez, em Salvador. “Foi um sucesso absoluto!”, conta Tuna. “A expectativa agora é saber o que o público do Cine Brasília vai achar”, diz o diretor, ansioso.

Tuna Espinheira participou outras duas vezes do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: com Bahia de Todos os Exus, de 1977, que levou o Prêmio Especial do Júri, no 10º Festival de Cinema de Brasília; e com o curta em 35 mm Cajaíba … Lição de Coisas … O Fazendeiro do Ar, de 1976, que levou o Prêmio de Melhor Roteiro no 9º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e de melhor proposta de criatividade na IV Jornada Brasileira de Curta-Metragem.

Serviço

37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Mostra competitiva em 35 mm, às 20h30 e 23h, no Cine Brasília (106/107 Sul), com entrada a R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Reprise no dia seguinte, no Cinemark do Pier 21 (15h) e no Centro Cultural Banco do Brasil (às 15h, 18h30 e 21h). Dois dias depois no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga. Ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia), com exceção do Pier 21 (preço de tabela do Cinemark).

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    27/11/2004 0h00

    O filme Cascalho (104 minutos) é o destaque da noite de hoje durante mostra competitiva do 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O longa é uma produção baiana e brasiliense: roteiro e direção de Tuna Espinheira e produção executiva de Márcio Curi, o mesmo de As Vidas de Maria, de Renato Barbieri, exibido na noite de terça-feira, durante a abertura do festival. A dupla repete a parceria do curta-metragem Luiz Gonzaga, O Rei do Baião, de 1969. No elenco, os atores Othon Bastos e Irving São Paulo.

    Tuna teve muita paciência com o projeto. O roteiro existe desde 1992 e foi feito com base no livro homônimo de Herberto Sales. “O livro sempre fez parte da minha vida. Um dia, conheci o Herberto e falei com ele sobre minha vontade de transpor o texto para as telas. Ele me apoiou e adorou o roteiro quando o apresentei”, lembra Tuna.

    Mas o projeto só se viabilizou financeiramente depois que Tuna venceu um concurso estadual da Bahia e recebeu verba para financiar o projeto. A partir daí, com o elenco selecionado, ele partiu para Andaraí, cidade baiana que é o cenário do livro e a terra natal de Herberto Sales, na Chapada Diamantina.

    A história se passa na década de 30 e fala sobre o dia-a-dia de garimpeiros que extraem diamantes e carbonatos. Tuna mostra que eles são homens rudes, quase sempre analfabetos, que trabalham movidos pela ambição, pelo espírito de aventura e pelo sonho de encontrar uma pedra que mude a vida deles.

    O cenário, segundo o diretor, lembra o dos filmes de western. “O trabalho em Andaraí foi excelente. Toda a cidade se envolveu com a produção. Foi uma grande festa”, relata Tuna, que optou por utilizar som direto em todo o longa. As filmagens foram feitas durante todo o primeiro semestre do ano passado.

    Cascalho tem foco nos conflitos das relações entre um coronel da região e os garimpeiros. Ele é tão poderoso que se sobrepõe inclusive às autoridades. O resultado dessa luta de forças é um trabalho de semi-escravidão.

    Semana passada, o filme foi exibido pela primeira vez, em Salvador. “Foi um sucesso absoluto!”, conta Tuna. “A expectativa agora é saber o que o público do Cine Brasília vai achar”, diz o diretor, ansioso.

    Tuna Espinheira participou outras duas vezes do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: com Bahia de Todos os Exus, de 1977, que levou o Prêmio Especial do Júri, no 10º Festival de Cinema de Brasília; e com o curta em 35 mm Cajaíba … Lição de Coisas … O Fazendeiro do Ar, de 1976, que levou o Prêmio de Melhor Roteiro no 9º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e de melhor proposta de criatividade na IV Jornada Brasileira de Curta-Metragem.

    Serviço

    37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Mostra competitiva em 35 mm, às 20h30 e 23h, no Cine Brasília (106/107 Sul), com entrada a R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Reprise no dia seguinte, no Cinemark do Pier 21 (15h) e no Centro Cultural Banco do Brasil (às 15h, 18h30 e 21h). Dois dias depois no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga. Ingressos a R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia), com exceção do Pier 21 (preço de tabela do Cinemark).

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