Uma mistura de técnicas e linguagens. É o que retrata a exposição Liquidificaflor, com trabalhos das artistas Hitomi Yamao e Usha Velasco. As artistas utilizaram papel, tecido, imagens do interior brasileiro, tradições japonesas, poesia, fotografia, bordado e misturaram tudo no liquidificador. Essa mistura levou ao surgimento de obras delicadas, surpreendentes e floridas. A exposição traz, por exemplo, flores de origami feitas com papel, tecido e flores nos tecidos de chita. Arquiteta e consultora em Feng Shui, Hitomi Yamao faz origamis desde criança. Atualmente apresenta suas criações em caixas de madeira e vidro, explorando o aspecto tridimensional do origami e resguardando a leveza de seus trabalhos, que se tornaram obras de arte usadas tanto como quadros quanto como objetos. Essa permanente pesquisa estética incorporou, atualmente, o tecido como suporte para as dobraduras. À precisão japonesa do origami ela soma o despojamento e a alegria dos tecidos de chita florida, singelo ícone da cultura popular brasileira.
A designer Usha Velasco trabalha com fotografia desde a adolescência. Há 15 anos fundou, com outros 16 colegas, o grupo Ladrões de Alma, que fez história na cidade utilizando a fotografia como base para uma permanente pesquisa de linguagem artística. Atualmente incorporou o tecido como suporte para as suas fotos, num trabalho surpreendente, que remete à cultura popular brasileira, com suas cores vivas, suas colchas de retalhos, seus tecidos floridos, suas fitas multicores. A mostra pode ser visitada até o dia 12, na Praça das Artes – 1º piso do Conjunto Nacional.