O diretor de Gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Fabiano Pimenta, reafirmou que a tuberculose é prioridade para o Ministério da Saúde. Ele ressaltou que é possível obter êxito no controle da doença por meio da descentralização das ações e a integração das atividades do programa com a atenção básica ao Sistema Único de Saúde (SUS). Isto significa aproximar o diagnóstico e o tratamento do paciente. Estes serviços estão disponíveis na rede básica de assistência pública brasileira. Depois de ter o diagnóstico da doença, o doente recebe os medicamentos para o tratamento da tuberculose, que dura seis meses e não pode ser interrompido. Se isso ocorrer, além de não curar a doença, o paciente pode desenvolver resistência aos produtos utilizados, o que exigirá o uso de outros medicamentos. Apesar da redução gradual na detecção de novos casos, a tuberculose ainda ocupa lugar indesejado na saúde pública brasileira. Estima-se que a média anual de casos novos no Brasil nos últimos cinco anos é de 85 mil notificações, com cerca de 6 mil mortes por ano. Atualmente, o País apresenta 70% de índice de cura dos casos tratados e cerca de 12% de abandono do tratamento. Aproximadamente
8% dos pacientes com tuberculose também têm Aids.