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Triste América

Arquivo Geral

28/05/2005 0h00

Não é uma questão de saudosismo, mas, passado o tempo regulamentar, é possível entrar nos maiores detalhes em toda essa crise que atingiu a novela América. Nos tempos em que o José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ainda mandava por lá, dificilmente essa história, do jeito que se apresentou, teria sido aprovada por ele. E, se num momento de descuido ele a tivesse aprovado, muito provavelmente cancelaria a produção ao ver os primeiros capítulos, antes mesmo de serem editados. A má qualidade do texto, as situações inverossímeis e a interpretação over de quase todo elenco, sem considerar a mediocridade da direção, teriam selado a sorte da novela. A história de Sol (Deborah Secco), agravada agora com esse romance inventado em Miami, é simplesmente ridícula. O bandido, interpretado por Thiago Lacerda, é de morrer de rir. Em compensação, não tem graça alguma a interpretação caricata de Claudia Jimenez e Roberto Bonfim. Parece coisa do finado Sai de Baixo ou do horroroso Zorra Total. Mateus Nachtergaele, que é um excelente ator, está perdido, vivendo um débil mental, que não tem nenhuma razão de existir. As meninas histéricas não passam de uma paródia malsucedida das Irmãs Cajazeira, criadas pelo inesquecível Dias Gomes. A cenografia, transformando todos os ambientes em casas ou apartamentos de alto luxo, ressalta o novo-riquismo das produções globais. Todas têm a mesma linha e o mesmo conceito. Edson Celulari, que é um bom ator, não merecia estar passando por esse vexame a que está submetido, sem contar com o ridículo do ambiente dos rodeios, que nada tem a ver com a realidade, seja brasileira ou americana. E a coisa vai por aí. É chato repetir, mas o Boni faz falta. E nem o que ele ensinou, esse pessoal aprendeu direito.

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