O que não vai faltar a Aguinaldo Silva é material de trabalho. “O que aconteceu com Carlinhos foi a pior coisa que eu poderia viver. Ele foi roubado, não saiu naturalmente, e não aceito isso. Tirar uma criança do lar, da família, traumatiza os dois lados”, revela Conceição, que aos 66 anos, 30 depois do ocorrido, se diz movida pela esperança do reencontro.
Auxiliadora garante que coração de mãe não erra. “Todo o tempo sabia que ia encontrá-lo. No começo, a gente conta o tempo, os dias, os minutos. Depois, você só espera aquele momento, leve quanto tempo levar”, diz a mãe de Pedrinho.
“Como o rapto acontece em 1968, quis também lembrar de crianças que desapareceram nos anos de chumbo. O seqüestro de Isabel acontece no auge dessa questão política”, diz Aguinaldo.
Para o autor, o que mais preocupa é o “depois” na novela. “Me preocupei mais com o depois, que será feito por Suzana e Renata . Mas adorei a indicação da Carolina, e a Adriana Esteves tem o mesmo timbre de voz da Renata”, diz o autor.