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Tratamento dura seis meses

Arquivo Geral

25/09/2004 0h00

A tuberculose é uma doença grave, transmitida pelo paciente quando ele fala, espirra ou tosse, por meio das gotas de secreção respiratória que se propagam pelo ar. A enfermidade pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial os pulmões. Os bacilos que a provocam são extremamente resistentes, daí o cuidado que se precisa ter para destruí-los.

Esta resistência é a causa de uma das mais importantes orientações do Ministério da Saúde, a manutenção do tratamento. “Essa é uma doença crônica em que o bacilo se reproduz por longo período. E ele precisa de apenas 48 horas para se reproduzir”, explica Josenei dos Santos.

Além disso, coloca o médico, o bacilo de Koch cria uma defesa muito forte com relação aos tratamentos. Dessa forma, para matar os microorganismo, o paciente deve bombardeá-los com medicamentos por pelo menos seis meses. “Antes o tratamento durava um ano ou até mais. O Brasil foi pioneiro nessa terapia de curta-duração”, afirma o coordenador do PNCT.

O medicamento, distribuido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, é composto por três drogas potentes, a rifampicina, isomiazida e pirazinamida. Segundo Josenei, tomando este complexo, a chance de cura é de quase 100%.

AbandonoO abandono do tratamento no período de seis meses pode complicar a cura, porque os bacilos tornam-se resistentes àquelas três drogas. Josenei complementa: “Além do mais, com duas semanas de uso do remédio os tuberculosos já não podem mais passar a doença para as pessoas mais próximas.

O médico explica que o contágio da tuberculose é feito pelo “contato intenso e prolongado”. Ou seja, o doente só consegue passá-lo para outra pessoa se esta estiver convivendo com ela e ainda assim dependendo de como anda a defesa de quem não está contaminado e da carga de bacilo do hospedeiro. “O contágio não acontece em contatos rápidos, como por exemplo, na passagem do tuberculoso por ônibus ou metrô”, esclarece.

Com relação a outra orientação da campanha, a de que a pessoa deve ficar atenta a uma tosse persistente, que dure três semanas ou mais, Josenei explica que tal sintoma, além da tuberculose, pode acusar outros tipos de doenças como a micose pulmonar, a asma, a brinquiectasia, mas a ida ao posto de saúde é fundamental.

Dessa forma, se a pessoa tiver uma tosse persistente por três semanas, é bom procurar um posto. Aqui, ela fará o chamado teste do escarro, que consiste somente em escarrar em um potinho. O catarro é analisado para que seja verificada a existência ou não dos bacilos.

Se o exame acusar que a pessoa está com tuberculose, ela é notificada e passa a receber o medicamento para a cura, que é totalmente gratuito. “Este procedimento pode ser feito em todos os municípios brasileiros”, garante o coordenador do PNCT.

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    25/09/2004 0h00

    A tuberculose é uma doença grave, transmitida pelo paciente quando ele fala, espirra ou tosse, por meio das gotas de secreção respiratória que se propagam pelo ar. A enfermidade pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial os pulmões. Os bacilos que a provocam são extremamente resistentes, daí o cuidado que se precisa ter para destruí-los.

    Esta resistência é a causa de uma das mais importantes orientações do Ministério da Saúde, a manutenção do tratamento. “Essa é uma doença crônica em que o bacilo se reproduz por longo período. E ele precisa de apenas 48 horas para se reproduzir”, explica Josenei dos Santos.

    Além disso, coloca o médico, o bacilo de Koch cria uma defesa muito forte com relação aos tratamentos. Dessa forma, para matar os microorganismo, o paciente deve bombardeá-los com medicamentos por pelo menos seis meses. “Antes o tratamento durava um ano ou até mais. O Brasil foi pioneiro nessa terapia de curta-duração”, afirma o coordenador do PNCT.

    O medicamento, distribuido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, é composto por três drogas potentes, a rifampicina, isomiazida e pirazinamida. Segundo Josenei, tomando este complexo, a chance de cura é de quase 100%.

    AbandonoO abandono do tratamento no período de seis meses pode complicar a cura, porque os bacilos tornam-se resistentes àquelas três drogas. Josenei complementa: “Além do mais, com duas semanas de uso do remédio os tuberculosos já não podem mais passar a doença para as pessoas mais próximas.

    O médico explica que o contágio da tuberculose é feito pelo “contato intenso e prolongado”. Ou seja, o doente só consegue passá-lo para outra pessoa se esta estiver convivendo com ela e ainda assim dependendo de como anda a defesa de quem não está contaminado e da carga de bacilo do hospedeiro. “O contágio não acontece em contatos rápidos, como por exemplo, na passagem do tuberculoso por ônibus ou metrô”, esclarece.

    Com relação a outra orientação da campanha, a de que a pessoa deve ficar atenta a uma tosse persistente, que dure três semanas ou mais, Josenei explica que tal sintoma, além da tuberculose, pode acusar outros tipos de doenças como a micose pulmonar, a asma, a brinquiectasia, mas a ida ao posto de saúde é fundamental.

    Dessa forma, se a pessoa tiver uma tosse persistente por três semanas, é bom procurar um posto. Aqui, ela fará o chamado teste do escarro, que consiste somente em escarrar em um potinho. O catarro é analisado para que seja verificada a existência ou não dos bacilos.

    Se o exame acusar que a pessoa está com tuberculose, ela é notificada e passa a receber o medicamento para a cura, que é totalmente gratuito. “Este procedimento pode ser feito em todos os municípios brasileiros”, garante o coordenador do PNCT.

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