A estréia do Tom Cavalcante na Record teve bons momentos e poderia ser melhor, não fossem os erros primários de edição e a desnecessária decisão de espichar o programa além do aceitável. O humorista, sozinho em cena, repetindo o que costumeiramente faz nos palcos da vida, sempre esteve muito bem, mas “carregaram nas tintas” com a “convidada especial” Hebe Camargo – ainda mais se levarmos em consideração que, naquele instante, ela estava, ao vivo, com seu programa no SBT. A participação do Popó foi exageradamente longa, assim como a do cantor Daniel, figurinha fácil de todos os programas do nosso vídeo, que ainda foi convencido a cantar três ou quatro músicas. Constrangedor o que foi feito com o Maguila. Nem merece comentários. O cenário não está legal. É feio. Mal-iluminado. Brega. Repetir trechos de antigos programas da Record também já é algo bastante esmerilhado. Demonstra falta de imaginação. A assistente de palco teve até o seu vestido elogiado pela Ana Hickmann, sem dúvida uma palavra respeitável do mundo da moda, mas em televisão, desde que as cores existem, as linhas de vídeo não permitem o uso de roupas listradas ou xadrez. Uma coisa elementar. Devem ter esquecido de avisar a figurinista. O programa passou pelo difícil teste da estréia. Pode ter futuro, mas exige reparos, que devem ser executados de imediato. A audiência foi boa. Deu 10 de média, com picos de 14. Segundo lugar no horário, bem atrás da Globo, mas três pontos à frente do SBT. Por enquanto, com boa vontade, a nota é seis.