Quando se fala em novelas com nomes esdrúxulos ou curiosos, os primeiros que vêm à cabeça são os títulos das mexicanas do SBT. Atualmente, a emissora exibe a novela infantil Alegrifes e Rabujos, substituta de Amy, a Menina da Mochila Azul, que por sua vez entrou no lugar de Poucas, Poucas Pulgas. O rol de nomes que beiram a esquisitice também chega ao público de maneira estranha. “A primeira impressão é de espanto. Como uma novela pode se chamar Alegrifes e Rabujos? A intenção é chamar a atenção, porque as pessoas ficam curiosas e param para assistir”, analisa a tradutora Natalie Vieira, 21 anos, que ainda critica a falta de originalidade dos títulos das novelas de Thalía, como Maria Mercedes, Maria do Bairro e Marimar. Só para situar: alegrife é quem nunca perde a inocência e a esperança. Já rabujo são os materialistas e invejosos. A universitária Fernanda Netto, 20 anos, cita Pícara Sonhadora como um título deslocado. “Quem via a novela percebia que em nada tinha ver a protagonista com o nome da novela. De marota, ela não tinha nada. Sem contar que esse nome, por muito tempo, foi usado com duplo sentido”, afirma Fernanda. Já as crianças se amarram nos nomes estranhos. “Achei engraçado Poucas, Poucas Pulgas, por isso quis assistir. É bem legal para as crianças, minhas amigas também gostam “, diz Marina Ferreira, 11 anos, que com seis anos viu sua primeira novela no SBT: Luz Clarita.