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Tim Maia visto de pertinho

Arquivo Geral

14/01/2006 0h00

Tim Maia, pasmem, chegou cedo ao estúdio da TV Cultura para a entrevista e cantou mais do que falou. O segundo DVD da série que resgata o acervo do programa Ensaio, no ar há 36 anos, traz a participação de Tim gravada e exibida em 1992.
O Ensaio do pai do samba-soul quebra o intimismo característico da fórmula criada em 1969 pelo jornalista Fernando Faro, combinação imbatível de música e entrevista na TV, e ilumina Tim Maia no centro do estúdio, rodeado pela banda Vitória Régia. É impossível assistir sem dar aquela balançada no sofá.
“Na época, todos me disseram que ele atrasaria ou faltaria. Marquei às 14h e uma hora antes ele estava lá”, recorda Fernando, que continua, aos 78 anos, dirigindo o programa exibido nas noites de domingo.
O músico estava mesmo num bom dia e fez seu show baseado no repertório do disco ao vivo lançado naquele ano, uma retomada após muitas brigas com empresários e gravadoras. Na entrevista, inclusive, Tim dá conselhos a músicos iniciantes: “É só chegar na gravadora com dois cães, um rottweiler e um doberman, um revólver 45 na cintura e perguntar: posso gravar?”.
No musical, em plena forma assim como a Vitória Régia, Tim canta músicas como Vale Tudo, Você, Telefone e Se Me Lembro Faz Doer. O registro mantém a linguagem de closes, detalhes e contra-luzes, sempre valorizando os músicos e os arranjos, e mostra que o Ensaio antecipou de certa forma a linguagem dos DVDs. A única perda em relação às modernas edições é técnica, com o áudio mixado em 2.0.
Nas entrevistas em close, Tim Maia fala da família e cita compositores e músicas que passaram por sua vida, refazendo a trajetória que começa com a banda Os Tijucanos do Ritmo e depois Os Sputniks, que tinha Roberto e Erasmo no fim da década de 50. Tim também comenta o período em que morou nos EUA e foi algumas vezes preso por vadiagem, terminando com a deportação enquadrado por “Unlawful Possession of Narcotics” (posse ilgeal de drogas), que ele traduz livremente como “aquele negócio que não pode”.

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    Arquivo Geral

    14/01/2006 0h00

    Tim Maia, pasmem, chegou cedo ao estúdio da TV Cultura para a entrevista e cantou mais do que falou. O segundo DVD da série que resgata o acervo do programa Ensaio, no ar há 36 anos, traz a participação de Tim gravada e exibida em 1992.
    O Ensaio do pai do samba-soul quebra o intimismo característico da fórmula criada em 1969 pelo jornalista Fernando Faro, combinação imbatível de música e entrevista na TV, e ilumina Tim Maia no centro do estúdio, rodeado pela banda Vitória Régia. É impossível assistir sem dar aquela balançada no sofá.
    “Na época, todos me disseram que ele atrasaria ou faltaria. Marquei às 14h e uma hora antes ele estava lá”, recorda Fernando, que continua, aos 78 anos, dirigindo o programa exibido nas noites de domingo.
    O músico estava mesmo num bom dia e fez seu show baseado no repertório do disco ao vivo lançado naquele ano, uma retomada após muitas brigas com empresários e gravadoras. Na entrevista, inclusive, Tim dá conselhos a músicos iniciantes: “É só chegar na gravadora com dois cães, um rottweiler e um doberman, um revólver 45 na cintura e perguntar: posso gravar?”.
    No musical, em plena forma assim como a Vitória Régia, Tim canta músicas como Vale Tudo, Você, Telefone e Se Me Lembro Faz Doer. O registro mantém a linguagem de closes, detalhes e contra-luzes, sempre valorizando os músicos e os arranjos, e mostra que o Ensaio antecipou de certa forma a linguagem dos DVDs. A única perda em relação às modernas edições é técnica, com o áudio mixado em 2.0.
    Nas entrevistas em close, Tim Maia fala da família e cita compositores e músicas que passaram por sua vida, refazendo a trajetória que começa com a banda Os Tijucanos do Ritmo e depois Os Sputniks, que tinha Roberto e Erasmo no fim da década de 50. Tim também comenta o período em que morou nos EUA e foi algumas vezes preso por vadiagem, terminando com a deportação enquadrado por “Unlawful Possession of Narcotics” (posse ilgeal de drogas), que ele traduz livremente como “aquele negócio que não pode”.

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