A atriz Thalma de Freitas (de Kubanacan e cotada para a próxima novela das sete, Romance) se consolida verdadeira bamba em seu segundo álbum, lançado pela independente Cardume Records, com distribuição da major EMI. Thalma, que faz papel de crooner na inusitada Orquestra Imperial, desfila em seis faixas de seu novo disco um repertório que traduz precisamente os caminhos que atravessou para descobrir a essência da música carioca.
Em primeiro lugar, a cantora reuniu no estúdio seu pai (o excelente pianista Laércio de Freitas), o baterista Wilson das Neves e o baixista dissidente do Tamba Trio, Bebeto Castilho. Com essa formação, para segurar as pontas, Thalma poderia se enfurnar em qualquer meandro da MPB. Porém, ela preferiu se apoiar em A Voz do Coração (do bossa-novista Ronaldo Bastos com Celso Fonseca), tirar do baú de Jacob do Bandolim o chorinho Doce de Côco e dar um novo acabamento à composição O Samba Taí, do maestro Farofa Carioca, Seu Jorge.
Com uma voz suave, Thalma sabe onde pisa. Fez boa escola com Laércio e, se o acaso lhe fizer jus, poderá desfrutar de carreira grandiosa sem precisar ficar à sombra do pai, ou até mesmo, da Rede Globo.
Thalma de Freitas – Álbum de estréia da cantora. 6 faixas. (Cardume/EMI). Produzido por Berna Ceppas. Preço médio: R$ 14,90.