Menu
Promoções

Terra em Transe volta às telas

Arquivo Geral

16/05/2005 0h00

O impacto de Terra em Transe no Brasil e no exterior, refletido em histórico debate no Museu da Imagem o do Som (MIS) após o seu lançamento no Rio de Janeiro, em maio de 1967, influenciou o movimento estudantil francês e foi tema de teses na Sorbonne que apontam esse clássico de Glauber Rocha – ao lado de Prima della Revoluzione, de Bernardo Bertolucci, e A Chinesa, de Godard –, como as obras que mais motivaram os protestos conhecidos como “Maio de 68”.

Restaurado em alta definição, Terra em Transe volta às salas de cinema em nova cópia 35mm. A pré-estréia será dia 19, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, sexta-feira, entra no circuito nacional, incluindo Brasília.

Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha, quatro décadas depois de seu lançamento Terra em Transe confirma a antevisão política e social do cineasta na discussão de impasses ainda persistentes no Brasil e na América Latina. É o primeiro dos quatro longas restaurados que comporão a Coleção Glauber Rocha, viabilizada com o patrocínio da Petrobras. Em seguida, será a vez de Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, Barravento e Idade da Terra.

Revolucionário Totalmente revolucionário para a época e com um forte conteúdo social, Terra em Transe reafirma toda a genialidade de Glauber. Em planos de filmagem incomuns, expunha de forma poético-política as contradições do nascimento e da colonização de Eldorado – país imaginário – permeadas pela tradição cultural brasileira. Considerado pela escritora francesa Marguerite Duras “uma fabulosa ópera cinematográfica”, o terceiro longa de Glauber era inovador em sua linguagem alegórica, lançando as bases para o movimento tropicalista.

Com uma enorme repercussão internacional, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes, em 1967, inspirando inúmeros ensaios e angariando admiradores confessos como os diretores Francis Ford Coppola, Jean Luc Godard, Pier Paolo Pasolini e Martin Scorsese.

    Você também pode gostar

    Terra em Transe volta às telas

    Arquivo Geral

    16/05/2005 0h00

    O impacto de Terra em Transe no Brasil e no exterior, refletido em histórico debate no Museu da Imagem o do Som (MIS) após o seu lançamento no Rio de Janeiro, em maio de 1967, influenciou o movimento estudantil francês e foi tema de teses na Sorbonne que apontam esse clássico de Glauber Rocha – ao lado de Prima della Revoluzione, de Bernardo Bertolucci, e A Chinesa, de Godard –, como as obras que mais motivaram os protestos conhecidos como “Maio de 68”.

    Restaurado em alta definição, Terra em Transe volta às salas de cinema em nova cópia 35mm. A pré-estréia será dia 19, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, sexta-feira, entra no circuito nacional, incluindo Brasília.

    Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha, quatro décadas depois de seu lançamento Terra em Transe confirma a antevisão política e social do cineasta na discussão de impasses ainda persistentes no Brasil e na América Latina. É o primeiro dos quatro longas restaurados que comporão a Coleção Glauber Rocha, viabilizada com o patrocínio da Petrobras. Em seguida, será a vez de Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, Barravento e Idade da Terra.

    Revolucionário Totalmente revolucionário para a época e com um forte conteúdo social, Terra em Transe reafirma toda a genialidade de Glauber. Em planos de filmagem incomuns, expunha de forma poético-política as contradições do nascimento e da colonização de Eldorado – país imaginário – permeadas pela tradição cultural brasileira. Considerado pela escritora francesa Marguerite Duras “uma fabulosa ópera cinematográfica”, o terceiro longa de Glauber era inovador em sua linguagem alegórica, lançando as bases para o movimento tropicalista.

    Com uma enorme repercussão internacional, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes, em 1967, inspirando inúmeros ensaios e angariando admiradores confessos como os diretores Francis Ford Coppola, Jean Luc Godard, Pier Paolo Pasolini e Martin Scorsese.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado