Guardadas as devidas proporções, as emissoras de televisão começam a colocar em prática uma nova política salarial, mais adequada à nossa realidade econômica e semelhante à que foi feita, ainda recentemente, por alguns dos mais responsáveis clubes brasileiros. O SBT saiu na frente. Agora, dentro da Anhanguera, nem mesmo as mais honrosas exceções terão salários pagos em números que não correspondam aos tempos de agora. A medida, inicialmente, atinge diretores das mais diversas áreas e pessoal dos bastidores. Passo seguinte, serão analisados, caso a caso, contratos de todos os artistas. Ninguém vai escapar disso. Todos os compromissos serão assinados por tempo indeterminado, podendo ser rescindidos a qualquer momento, sem ônus para as partes. Sílvio Santos sempre entendeu que dinheiro não aceita desaforo, e não se adequar a essa nova política fatalmente vai comprometer o futuro de qualquer empresa em nosso país. Sem dúvida alguma, a postura adotada pelo SBT e a rigidez com que, há cerca de um ano, vem enfrentando o problema, pode significar o início de uma grande reviravolta no mercado da televisão brasileira. Até mesmo as emissoras que não têm na tevê a sua principal fonte de renda se mostram preocupadas com o assunto.