Encontrei, no restaurante Tanoor, uma amiga árabe que todos os anos vai a Beirute, no Líbano. Cidadã do mundo, ela foi enfática ao comentar sobre a casa. Garantiu ser a melhor de Brasília. É com o tanoor que começaremos o nosso roteiro árabe. Lá são servidas entradinhas irresistíveis como esfihas abertas de massa folhada, michuês, kaftas e quibes. No bufê, 70 pratos, entre frios e quentes, a R$ 29 por pessoa.
No Lagash, que há 13 anos figura entre os melhores do País, de acordo com o Guia Quatro Rodas, umas das especialidades sempre servidas à la carte é o pernil de cordeiro com tâmaras (R$ 72, para três pessoas). Entre as entradas, charuto de repolho, de folha de uva e kafta de carne de cordeiro.
O popular variado é sempre muito bem-vindo. Por isso, o Beirute e o Líbanus não podem faltar nessa babel de sabores. Todo mundo sabe que o Beirute não tem freqüentadores. Tem seguidores. Por isso, quando a noite cai, os integrantes de todas as tribos, independentemente de faixa etária, estilo de vida, profissão ou classe social, invadem suas mesas, onde os papos mais distintos do mundo são estimulados com cerveja servida dentro do copo Nadir Figueiredo. A ordem no bar é despir-se de preconceitos e curtir uma cerveja gelada e petiscos, como o pedido quibeirute (R$ 4), as kaftas e a pastinha de grão-de-bico com pão sírio. Diversão mais do que garantida.