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Temáticas URBANAS

Arquivo Geral

04/05/2004 0h00

Temáticas urbanas, atuais, mescladas ao cotidiano da população. Esse é o perfil de duas exposições que estarão em cartaz a partir de amanhã. Em Poesia Urbana Natural – Um Olhar Sobre o Invisível, do artista plástico Fernando Cipriani, os trabalhos são feitos com material reciclado. A mostra estará na Galeria Parangolé, no Espaço Cultural Renato Russo. A raça afro-brasileira é retratada por Josafá Neves, na exposição A Chuva, em cartaz no mezanino da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

O artista gaúcho Fernando Cipriani mora em Brasília há pouco mais de dois anos e aprendeu cedo que o desenho e a fotografia podem eternizar momentos, nos emocionar e criar possibilidades. Começou a pintar em 1992, quando passou a transportar os momentos captados em suas fotos para as telas. Antes de mudar-se para a capital, morou em Curitiba, onde fez cursos relacionados à arte e também de fotografia.

A mostra contém 15 quadros feitos a partir de sucata. O artista de 36 anos usa materias recicláveis, como embalagens de iogurte, de detergente, latas de refrigerante, garrafas pet, caixa de leite, para criar nas telas o efeito de alto-relevo. “São coisas que a gente joga fora, resolvi reutilizá-las. Uma arte contemporânea”, explica Fernando Cipriani. Apesar da modernidade, algumas obras remetem ao estilo surrealista. Além disso, trabalha com elementos naturais, como folhas e vagens de árvore. “Tive vontade de inovar, utilizando técnicas e materiais diferentes. O resultado são obras interessantes e criativas”, afirma Cipriani.

Já no mezanino da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, o artista brasiliense Josafá Neves expõe 34 obras em óleo sobre tela na mostra A Chuva. O pintor inspira-se nas necessidades e dificuldades dos grupos menos favorecidos. A temática utilizada por Josafá reflete o resgate da cultura africana. “Busco por meio da minha arte falar do povo negro, do preconceito, das dificuldades encontradas por ele”, explica o artista.

O pintor faz em cada quadro um jogo entre o claro e o escuro, cria personagens solitários que fogem da chuva. “O artista pode usar a arte para orientar sobre questões sociais, como racismo e desigualdade”, conclui Josafá.

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    04/05/2004 0h00

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    O artista gaúcho Fernando Cipriani mora em Brasília há pouco mais de dois anos e aprendeu cedo que o desenho e a fotografia podem eternizar momentos, nos emocionar e criar possibilidades. Começou a pintar em 1992, quando passou a transportar os momentos captados em suas fotos para as telas. Antes de mudar-se para a capital, morou em Curitiba, onde fez cursos relacionados à arte e também de fotografia.

    A mostra contém 15 quadros feitos a partir de sucata. O artista de 36 anos usa materias recicláveis, como embalagens de iogurte, de detergente, latas de refrigerante, garrafas pet, caixa de leite, para criar nas telas o efeito de alto-relevo. “São coisas que a gente joga fora, resolvi reutilizá-las. Uma arte contemporânea”, explica Fernando Cipriani. Apesar da modernidade, algumas obras remetem ao estilo surrealista. Além disso, trabalha com elementos naturais, como folhas e vagens de árvore. “Tive vontade de inovar, utilizando técnicas e materiais diferentes. O resultado são obras interessantes e criativas”, afirma Cipriani.

    Já no mezanino da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, o artista brasiliense Josafá Neves expõe 34 obras em óleo sobre tela na mostra A Chuva. O pintor inspira-se nas necessidades e dificuldades dos grupos menos favorecidos. A temática utilizada por Josafá reflete o resgate da cultura africana. “Busco por meio da minha arte falar do povo negro, do preconceito, das dificuldades encontradas por ele”, explica o artista.

    O pintor faz em cada quadro um jogo entre o claro e o escuro, cria personagens solitários que fogem da chuva. “O artista pode usar a arte para orientar sobre questões sociais, como racismo e desigualdade”, conclui Josafá.

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