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Tem coliformes fecais na comida japonesa

Arquivo Geral

16/10/2004 0h00

Amá alimentação tornou-se um dos grande fatores de enfermidades graves que acometem perigosamente o homem moderno, como é o caso das doenças coronárias. Por isso, ter cuidado com o que se come tornou-se uma questão capital. Hoje, o dia mundial da alimentação, é uma boa data para se pensar no assunto. E também para se alertar sobre o risco de alguns alimentos que uma parcela da sociedade não dispensa, como é o caso do sushi.

Este prato tipicamente japonês, à base de carne crua, algas, arroz e legumes, tornou-se uma verdadeira coqueluche nas últimas décadas. Somente em Brasília, o consumo de sushi aumentou 20% no biênio 2001/2002. Não ém pouco. Contudo, há que se ter cuidado com a sushimania. Pelo menos é o que demonstra a tese de mestrado no Instituto de Química da Universidade de Brasília-UnB, feita pelo nutricionista Anselmo Resende.

Nas amostras de sushi e sashimi coletadas e testadas pelo especialista, 25% estavam contaminadas com coliformes fecais. Um índice que Anselmo Resende considera alto: “Significa 1/4 das amostras. por se tratar de endobactérias, é provável que a contaminação tenha ocorrido na manipulação do alimento ou da água do mar por esgotos próximos”.

Os coliformes fecais provocam infecções estomacais cujos sintomas são diarréias, dor de cabeça, vômitos, náuseas, cãibras e cólicas. Para quem tem baixa imunidade, como os diabéticos e aidéticos, por exemplo, os coliformes podem levar à septicemia (multiplicação dos germes no sangue que provocam infecções) e ainda infecção generalizada

amostrasO nutricionista, com a colaboração do orientador Jurandir de Sousa, professor da UnB, fez uma análise de 87 amostras de sushi e sashimi (o peixe cru da culinária japonesa), colhidas em oito restaurantes de Brasília no ano de 2001. O pesquisador, porém, prefere não citar por uma questão ética o nome dos estabelecimentos, que tinham o prato como um dos principais em seu cardápio.

Três peixes foram analisados naquelas mostras, o salmão (o de maior prevalência), originário do Chile, o atum e o robalo, estes do Brasil mesmo. O produto foi analisado três vezes para evitar qualquer dúvida.

Além da contaminação de 1/4 das amostras por coliformes fecais, 1,14% dos peixes apresentaram a bactéria Staphylococcus aureus acima do limite permitido. Estas bactérias costumam estar presentes debaixo das unhas, nos pelos e cabelos. Uma das bactérias mais perigosas, a salmonella, que provoca terríveis dores intestinais, não foi encontrada, porém, nas amostras.

A surpresa da pesquisa ficou por conta da presença de chumbo nos peixes pesquisados. O metal estava presente em 82% das amostras. “Este número pode estar relacionado ao peixe ou à contaminação do solo transmitida aos vegetais ou ao arroz, que acompanha o sushi”.

Em compensação, o mercúrio, que é prejudicial à saúde quando consumido em quantidades muito elevadas, apareceu em 80 amostras num nível bem inferior ao permitido.

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    Tem coliformes fecais na comida japonesa

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    16/10/2004 0h00

    Amá alimentação tornou-se um dos grande fatores de enfermidades graves que acometem perigosamente o homem moderno, como é o caso das doenças coronárias. Por isso, ter cuidado com o que se come tornou-se uma questão capital. Hoje, o dia mundial da alimentação, é uma boa data para se pensar no assunto. E também para se alertar sobre o risco de alguns alimentos que uma parcela da sociedade não dispensa, como é o caso do sushi.

    Este prato tipicamente japonês, à base de carne crua, algas, arroz e legumes, tornou-se uma verdadeira coqueluche nas últimas décadas. Somente em Brasília, o consumo de sushi aumentou 20% no biênio 2001/2002. Não ém pouco. Contudo, há que se ter cuidado com a sushimania. Pelo menos é o que demonstra a tese de mestrado no Instituto de Química da Universidade de Brasília-UnB, feita pelo nutricionista Anselmo Resende.

    Nas amostras de sushi e sashimi coletadas e testadas pelo especialista, 25% estavam contaminadas com coliformes fecais. Um índice que Anselmo Resende considera alto: “Significa 1/4 das amostras. por se tratar de endobactérias, é provável que a contaminação tenha ocorrido na manipulação do alimento ou da água do mar por esgotos próximos”.

    Os coliformes fecais provocam infecções estomacais cujos sintomas são diarréias, dor de cabeça, vômitos, náuseas, cãibras e cólicas. Para quem tem baixa imunidade, como os diabéticos e aidéticos, por exemplo, os coliformes podem levar à septicemia (multiplicação dos germes no sangue que provocam infecções) e ainda infecção generalizada

    amostrasO nutricionista, com a colaboração do orientador Jurandir de Sousa, professor da UnB, fez uma análise de 87 amostras de sushi e sashimi (o peixe cru da culinária japonesa), colhidas em oito restaurantes de Brasília no ano de 2001. O pesquisador, porém, prefere não citar por uma questão ética o nome dos estabelecimentos, que tinham o prato como um dos principais em seu cardápio.

    Três peixes foram analisados naquelas mostras, o salmão (o de maior prevalência), originário do Chile, o atum e o robalo, estes do Brasil mesmo. O produto foi analisado três vezes para evitar qualquer dúvida.

    Além da contaminação de 1/4 das amostras por coliformes fecais, 1,14% dos peixes apresentaram a bactéria Staphylococcus aureus acima do limite permitido. Estas bactérias costumam estar presentes debaixo das unhas, nos pelos e cabelos. Uma das bactérias mais perigosas, a salmonella, que provoca terríveis dores intestinais, não foi encontrada, porém, nas amostras.

    A surpresa da pesquisa ficou por conta da presença de chumbo nos peixes pesquisados. O metal estava presente em 82% das amostras. “Este número pode estar relacionado ao peixe ou à contaminação do solo transmitida aos vegetais ou ao arroz, que acompanha o sushi”.

    Em compensação, o mercúrio, que é prejudicial à saúde quando consumido em quantidades muito elevadas, apareceu em 80 amostras num nível bem inferior ao permitido.

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