Guillermo “Billy” Rivera, de origem porto-riquenha, é um dos cinco taxistas dos Estados Unidos a oferecer aos passageiros a oportunidade de se divertir com algo mais do que uma conversa: karaokê ao vivo.
Rivera trabalha em Charlotte, Carolina do Norte, e os outros quatro taxistas são de Dallas, Nova York, Las Vegas e Kansas City.
“Era DJ em um clube, e como ele fechou e eu era popular, decidi ser DJ no táxi. Combinei as duas profissões e já estou há dois verões pondo música para a cidade de Charlotte”, contou Rivera à Agência Efe.
Em seu táxi, ele instalou monitores e computador para que os passageiros cantem suas músicas favoritas de uma seleção de 20 mil opções em inglês e cinco mil em espanhol.
O taxista afirma que as pessoas “mudam de humor” quando ligam sua “máquina de canções” e começam a cantar, e ele se emociona particularmente quando um passageiro pede uma música de seu compatriota Marc Anthony.
O taxista não cobra mais pelo serviço extra porque diz fazer tudo isso “com muito gosto”.
Nos mais de 20 anos como taxista em Charlotte, Rivera nunca sofreu um acidente, mas confessa que, às vezes, é difícil mexer no computador, dirigir e acompanhar as letras das músicas.
Ricardo de los Cobos, morador de Charlotte que, por acaso, precisou pegar um táxi no centro da cidade, ficou bastante surpreso quando viu que o carro tinha karaokê.
Cobos, de origem mexicana, pediu a Rivera alguns temas clássicos de seu país e cantou sem se importar se estava acompanhando a canção “ao pé da letra” ou se estava desafinando.
“É realmente muito divertido. Nunca imaginei que houvesse um táxi com karaokê em Charlotte e que eu pudesse cantar as músicas de meu país. Tenho que fazer isso de novo e trazer meus amigos”, declarou à Efe.
A tecnologia é parte importante da estratégia de Rivera para “fazer sentir bem” e “aumentar” a lista de clientes fixos.