Foi de bom tamanho o chamado “beijo” de América. E nem se deve perder mais tempo em cima de um assunto superado. A novela da Glória Perez acabou e, como todas as outras, vai cair rapidamente no esquecimento. Dentro de uma semana, ninguém mais lembra disso. Só não se entende toda essa raiva e revolta de alguns setores, porque o beijo do Bruno Gagliasso no Erom Cordeiro, ou vice-versa, não foi da forma e conteúdo pretendidos. É preciso entender que a novela de televisão ainda deve se curvar a certos limites. Hoje, sem maiores traumas, já se tem a liberdade de abordar com responsabilidade assuntos até então considerados tabus. Quem acompanhou o capítulo final sabe que o beijo aconteceu. Isso é que importa. Em Senhora do Destino, o autor Aguinaldo Silva colocou com leveza e responsabilidade o caso das personagens vividas por Mylla Christie e Bárbara Borges. Todos ficaram absolutamente satisfeitos com o desfecho das duas e não houve este alvoroço de agora. Aliás, sobre este tema de agora, o próprio Aguinaldo, consultado a respeito, entende que novela de televisão “não é uma obra de arte na qual o autor é o senhor absoluto. É um produto, cujo dono é a emissora, que sabe o que melhor fazer com ele”.