Cientistas do Reino Unido pesquisam agrião geneticamente modificado capaz de produzir os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, considerados benéficos à saúde do homem. A informação é da revista Nature. Segundo o artigo, o experimento conduzido pela equipe do pesquisador Baoxiu Qi está baseado na inserção de genes de algas e cogumelos que induzem a produção dos ácidos no agrião. Estes ácidos não são produzidos pelo corpo humano e devem ser obtidos por meio da alimentação.
O ácido graxo ômega-3 está presente no fitoplâncton de águas marinhas profundas e geladas, que alimentam peixes como a sardinha e o salmão e, desta forma, passam a compor a dieta dos seres humanos. Já o ômega-6 é encontrado nos óleos vegetais como soja, milho, girassol e algodão.
De acordo com estudos publicados no American Journal Clinical of Nutrition, o ômega-3 proporciona um efeito benéfico ao coração, devido à redução das taxas de triglicérides, colesterol total e pressão arterial e da alteração da estrutura da membrana das células sangüíneas, tornando o sangue mais fluido.
Em sociedades onde o consumo de peixe é elevado, como no Japão, várias pesquisas apontam para uma relação entre a ingestão elevada de ácidos graxos ômega-3 e a baixa incidência de câncer de mama, bem como de índices menores de moléstias cardiovasculares.