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Surdez na terceira idade gera preconceito

Arquivo Geral

20/09/2004 0h00

Envelhecer significa perder gradativamente algumas funções orgânicas que funcionam a todo vapor na adolescência, como ver e ouvir. Junto com esta perda, contudo, vem também o preconceito de quem, no futuro, vai passar pela mesma situação. Para divulgar a importância dos exames auditivos e lutar contra o preconceito a objetos como os aparelhos auditivos, principalmente contra as pessoas da terceira idade, a Sociedade Brasileira de Otologia inicia hoje a Campanha Nacional da Audição.

O coordenador da campanha, o otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Sousa, defende que está passando da hora de se acabar com o preconceito e com a segregação.

“Em função de problemas auditivos, existe um enorme contingente de pessoas segregadas dentro de suas próprias casas”, argumentou o médico em entrevista ao Jornal de Brasília.

Segundo o especialista, os idosos perdem naturalmente a audição. É o que a medicina chama de presbiacusia. Essa perda natural faz com que a pessoa necessite mudar hábitos: “O velho começa a querer ouvir a televisão mais alto, a pedir que o outro repita a fala. As pessoas começam a rejeitá-lo e ele, com isso, se isola e passa mesmo a ter atitudes anti-sociais. Isso é um holocausto na vida do cara”.

O preconceito, segundo o dr. Luiz Carlos Souza é um absurdo e ele até faz uma comparação: “Com o envelhecimento, passamos a ver e a ouvir menos. Mas, enquanto usar óculos é rotineiro e visto como charme de intelectual, o aparelho auditivo ainda é rejeitado por ser associado à senilidade”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças de ouvido, em seus graus variados, afetam 10% da população mundial. Atualmente, é a principal causa de deficiência física crônica no mundo

A Sociedade contabiliza que, no Brasil, 70% da população idosa, algo em torno de 10 milhões de pessoas, têm algum grau de deficiência auditiva, mas a maioria não se trata. Por isso é que a Campanha Nacional da Audição, que começa hoje, segundo seu coordenador, é importante.

“Nesse primeiro momento, o caráter da campanha é informativo. Em outros países, em função de serem mais bem informadas, as pessoas procuram mais rapidamente os médicos.”, afirma o otorrino. Segundo Luiz Carlos, esse é o primeiro passo para acabar o preconceito contra os idosos que têm problemas auditivos. “Queremos trazer essas pessoas de volta à sala da casa”, finaliza.

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    20/09/2004 0h00

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    O coordenador da campanha, o otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Sousa, defende que está passando da hora de se acabar com o preconceito e com a segregação.

    “Em função de problemas auditivos, existe um enorme contingente de pessoas segregadas dentro de suas próprias casas”, argumentou o médico em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Segundo o especialista, os idosos perdem naturalmente a audição. É o que a medicina chama de presbiacusia. Essa perda natural faz com que a pessoa necessite mudar hábitos: “O velho começa a querer ouvir a televisão mais alto, a pedir que o outro repita a fala. As pessoas começam a rejeitá-lo e ele, com isso, se isola e passa mesmo a ter atitudes anti-sociais. Isso é um holocausto na vida do cara”.

    O preconceito, segundo o dr. Luiz Carlos Souza é um absurdo e ele até faz uma comparação: “Com o envelhecimento, passamos a ver e a ouvir menos. Mas, enquanto usar óculos é rotineiro e visto como charme de intelectual, o aparelho auditivo ainda é rejeitado por ser associado à senilidade”.

    Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças de ouvido, em seus graus variados, afetam 10% da população mundial. Atualmente, é a principal causa de deficiência física crônica no mundo

    A Sociedade contabiliza que, no Brasil, 70% da população idosa, algo em torno de 10 milhões de pessoas, têm algum grau de deficiência auditiva, mas a maioria não se trata. Por isso é que a Campanha Nacional da Audição, que começa hoje, segundo seu coordenador, é importante.

    “Nesse primeiro momento, o caráter da campanha é informativo. Em outros países, em função de serem mais bem informadas, as pessoas procuram mais rapidamente os médicos.”, afirma o otorrino. Segundo Luiz Carlos, esse é o primeiro passo para acabar o preconceito contra os idosos que têm problemas auditivos. “Queremos trazer essas pessoas de volta à sala da casa”, finaliza.

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