Nunca uma novela brasileira fez tanto sucesso no mundo como Escrava Isaura, da Globo, de 1976. Exportada para 140 países, a trama – e, conseqüentemente, o livro de Bernardo Guimarães – foi traduzida para quase todos os idiomas existentes e elevou Lucélia Santos à condição de estrela em países, como a China comunista, Rússia, França, Espanha e Cuba.
Seu antagonista na trama, o problemático Leôncio vivido por Rubens de Falco, também levou o ator a incontáveis viagens internacionais. De Falco viajou o mundo inteiro, assim como Lucélia Santos, que virou marca da novela. Naquela época, com 45 anos, Rubens experimentou o maior sucesso de sua carreira. Lucélia Santos vive desse estrelato até hoje.
No Brasil, a novela foi ao ar, pela Rede Globo, em três ocasiões. A primeira foi entre 11 de outubro de 1976 e 5 de fevereiro de 1977. Em 1979, virou um compacto de 30 capítulos. Três anos depois, foi apresentada no TV Mulher e, em 1990, encerrou a comemoração dos 25 anos da Globo. Hoje, segundo o diretor Herval Rossano, não tem condições técnicas para ser exibida.