Um dos aspectos verificados durante o tratamento pré-concepcional é o estado nutricional da paciente. Nesse período, uma das prescrições médicas mais importantes é o uso do ácido fólico, substância que vai previr as más-formações do sistema neural do bebê, como a espinha bífida e a anencefalia (quando o feto nasce sem cérebro).
O ácido fólico já é reconhecido pela medicina como fundamental para a mãe durante a gestação. Uso que é recomendado também – além de dez visitas, pelo menos, ao obstetra – pela Organização Mundial de Saúde – OMS. “As demais vitaminas complementres não são tão reconhecidas quanto o ácido fólico”, afirma Paulo Sérgio França, da regional do Guará.
O dr. Peixoto, esclarece porém que o ácido fólico, isoladamente, não tem tanto efeito: “Ele precisa ser associado a outras vitaminas, como a Vitamina C, a A e agentes oxidantes, entre os quais, o mais importante é o zinco. Segundo ele, o ácido fólico deve ser tomado em uma quantidade de 0, 4 a 0,8 ml.
O médico avisa que esta substância é “essencial para oferecer radicais para a síntese do DNA, ácido ribonucleico presente no genoma e essencial para divisão da célula e o desenvolvimento normal do feto”. Por isso é que o especialista sugere que o ácido fólico seja tomado na fase pré-concepcional e no período de gestação, ou seja, durante toda a gravidez de 12 meses.
Segundo o médico, ainda, alguns produtos que condensam em uma só cápsula o ácido fólico com outras vitaminas, alguns deles gelatinosos e de fácil absorção, já podem ser adquiridos na farmácia. Mas adverte: “A suplementação de polivitamínicos/poliminerais deve ser considerada na orientação dietética de forma criteriosa e fundamentada”.