Os incansáveis músicos da mais tradicional banda de baile de Brasília, Squema Seis, lança seu primeiro CD hoje, num show fechado na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. Apesar de o público não poder participar do lançamento, o disco intitulado Cola no Meu Colo chega às principais lojas da cidade na próxima semana, pela gravadora independente OZ Studio.
Esse é o primeiro CD em 20 anos de carreira do grupo, porém, o segundo da discografia, se contabilizado o LP Squema Seis, lançado em 1991 pela Continental. “Nessa época ficou a vontade de fazer um novo trabalho. Chegamos a gravar três discos, mas os projetos foram interrompidos por vários motivos”, diz o saxofonista Zezinho, integrante da banda desde 1989.
Para o vocalista Maurício Tuchal, único membro remanescente da formação original, o Squema Seis está com o ânimo renovado. “Estamos retomando a direção da banda. Estamos com uma nova vontade e uma nova energia”, conta o fundador do grupo.
Em Cola no Meu Colo, o Squema Seis apresenta uma seleção de músicas de compositores brasilienses. Zezinho define o disco como uma uma homenagem aos compositores de Brasília e à cidade. “As músicas são filhas do movimento cultural de Brasília da década de 80”, acrescenta.
A faixa de abertura, Estrela Cadente, resume a proposta do álbum. A canção dançante de Edbert e Paulo Maciel é um dos principais hits da banda Mel da Terra, de carreira consagrada na época da Geração Coca-Cola. Além dessa, entram no repertório Um Telefone é Muito Pouco (do baiano radicado em Brasília Renato Matos), O Portão da Sua Casa (Goya) e Pra Longe do Paranoá, um presende de Oswaldo Montenegro para a banda, como diz Maurício. “Tivemos a felicidade de Oswaldo ceder para nós essa composição”, congratula-se.
O novo trabalho em disco não foge ao estilo do Squema Seis e mostra em estúdio a mesma energia de um show ao vivo. Ao longo de 11 faixas, a consagrada banda da noite candanga consegue reunir uma maioria de músicas dançantes. “Fizemos um CD que nos agradasse, mas tivemos o cuidado de fazer ao gosto do público”, garante Maurício.