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Sobre a Guerra dos Seis Dias

Arquivo Geral

03/06/2004 0h00

Quase 40 anos depois, a Guerra dos Seis Dias ainda exala frescor quando se pensa em Oriente Médio. Nos dias de hoje, pode parecer redundância lembrar que em junho de 1967 registraram-se lutas cruciais entre árabes e israelenses – essas relações são marcadas a ferro há tanto tempo! –, mas o historiador Michael B. Oren, em seu mais recente lançamento, acentua a importância que reveste o fato ainda hoje. O material está reunido nas mais de 500 páginas de Seis Dias de Guerra – Junho de 1967 e a Formação do Moderno Oriente Médio.

Como pôde um conflito tão curto distribuir estilhaços até o século seguinte? Com base em documentos secretos, entrevistas exclusivas e artigos raros em árabe e em russo, o autor, PhD em Estudos do Oriente Médio pela Universidade de Princeton (EUA), reconstituiu os movimentos que levaram as duas partes diretamente envolvidas – Israel e o mundo árabe – à guerra.

“Embora o meu nome apareça como autor deste livro e eu assuma total responsabilidade pelo seu conteúdo, Seis Dias de Guerra é o resultado do empenho, dedicação e capacidade de um conjunto de pessoas extraordinárias”, acentua Oren, logo na apresentação do trabalho. Procede: ele acompanhou de perto diversas operações.

“Muitos livros já foram escritos sobre essa que a maior parte do mundo chama de Guerra dos Seis Dias ou, como preferem os árabes, a Guerra de Junho”, descreve. Mais à frente, chama a atenção: “A maioria tinha como foco a base militar da guerra, e apenas superficialmente tratavam de seus aspectos políticos e estratégicos. Seus autores, além disso, tendiam a favorecer um dos lados beligerantes, ora árabes, ora israelenses. Nenhum se empenhava numa abordagem equilibrada da guerra por meio do exame simultâneo de seus aspectos políticos e militares”.

Um dos diferenciais de Seis Dias de Guerra em relação à literatura a que se refere o autor é a análise da situação interna de cada um do lados conflitantes e também do papel desempenhado por personalidades de outras potências envolvidas. Tudo detalhado.

É o que reveste o livro do mesmo caráter apartidário que, embora nem sempre a mídia mostre, vem tomando conta de judeus, palestinos e quem mais viva na região. Nem esquerda nem direita. Existe a maioria, hoje, querendo paz e ponto final.

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    Arquivo Geral

    03/06/2004 0h00

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    Como pôde um conflito tão curto distribuir estilhaços até o século seguinte? Com base em documentos secretos, entrevistas exclusivas e artigos raros em árabe e em russo, o autor, PhD em Estudos do Oriente Médio pela Universidade de Princeton (EUA), reconstituiu os movimentos que levaram as duas partes diretamente envolvidas – Israel e o mundo árabe – à guerra.

    “Embora o meu nome apareça como autor deste livro e eu assuma total responsabilidade pelo seu conteúdo, Seis Dias de Guerra é o resultado do empenho, dedicação e capacidade de um conjunto de pessoas extraordinárias”, acentua Oren, logo na apresentação do trabalho. Procede: ele acompanhou de perto diversas operações.

    “Muitos livros já foram escritos sobre essa que a maior parte do mundo chama de Guerra dos Seis Dias ou, como preferem os árabes, a Guerra de Junho”, descreve. Mais à frente, chama a atenção: “A maioria tinha como foco a base militar da guerra, e apenas superficialmente tratavam de seus aspectos políticos e estratégicos. Seus autores, além disso, tendiam a favorecer um dos lados beligerantes, ora árabes, ora israelenses. Nenhum se empenhava numa abordagem equilibrada da guerra por meio do exame simultâneo de seus aspectos políticos e militares”.

    Um dos diferenciais de Seis Dias de Guerra em relação à literatura a que se refere o autor é a análise da situação interna de cada um do lados conflitantes e também do papel desempenhado por personalidades de outras potências envolvidas. Tudo detalhado.

    É o que reveste o livro do mesmo caráter apartidário que, embora nem sempre a mídia mostre, vem tomando conta de judeus, palestinos e quem mais viva na região. Nem esquerda nem direita. Existe a maioria, hoje, querendo paz e ponto final.

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