Antes de começar o último longa que concorre no 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o filme Harmada, do diretor carioca Maurice Capovilla, os curtas-metragens Transubstancial, do paraibano Torquato Joel, e Porcos Corpos, do pernambucano Sérgio Oliveira, vão abrir a última noite da mostra competitiva em 35mm. As exibições serão hoje, a partir das 20h30, no Cine Brasília.
O primeiro a ser exibido, Transubstancial, é o terceiro curta-metragem do cineasta e foi rodado em janeiro deste ano, em João Pessoa e municípios da região da Várzea do Paraíba, Lucena e no cemitério de Leopoldina, em Minas Gerais. A produção do filme, que dura 17 minutos, é da carioca Moema Muller.
A ficção é uma visão existencialista da obra do poeta paraibano Augusto dos Anjos. A partir de fragmentos de seus poemas, o objetivo é ir além do significado superficial e comum que se tem da poesia de Augusto.
Para encerrar a exibição dos curtas que concorrem no festival, Porcos Corpos, de Sérgio Oliveira. Com 15 minutos, aborda a brutalidade.
A história se passa num ambiente rural, uma casa e um abatedouro industrial de aves, e mistura personagens humanos e animais. Uma família cria porcos, a mãe vai a uma unidade industrial procurando sobras para alimentar os animais e o filho começa a trabalhar no abatedouro. A brutalidade está nos diálogos, na crueldade com os animais e nas relações familiares e dos meios de produção industrial.
Já na disputa da mostra em 16mm, serão exibidos os cinco curtas que encerram a programação da competição na categoria, a partir das 15h, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. De São Paulo, há três representantes: Coisas, de Tula Hatagima; Déjà Vu, de Eloisa Fusco; e Estória Alegre, de Cláudia Pucci. Depois das paulistas, será exibido Rita, do cineasta gaúcho Marcello Lima.
Concluindo a exibição dos curtas-metragens que concorrem no festival e também a participação de diretores brasilienses, entra em cena Um Último Dia, de Nara Riella.