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Simplicidade para desvendar a Física

Arquivo Geral

16/09/2005 0h00

Chega a Brasília o espetáculo Sonhos de Einsten da Cia Teatral carioca Intrépida Trupe, com direção de Cláudio Baltar. A peça, que será apresentada na sala Plínio Marcos no Complexo Funarte, hoje, às 21h, sábado, às 17h e 21h e domingo às 19h30, traz à cidade um estilo teatral diferente. “É um trabalho particular, buscamos conteúdo. Nós trabalhamos com imagens dentro do universo da física”, antecipa o diretor Cláudio Baltar em entrevista ao Jornal de Brasília.

O espetáculo tem como referência o livro Sonhos de Einstein, de Alan Lightman, que retrata uma época em que o jovem e inquieto Einstein, obcecado pela questão do tempo, criava mundos fictícios. “O espetáculo é a leitura de um grupo de atores-acrobatas que explicam a gravidade, de um modo bem prático, além de outros assuntos. Os textos que surgem ora como música, ora em off, ou interpretados pelos atores, podem significar o desejo do conhecimento”, descreve o diretor. Para completar a pesquisa sobre o tema, a companhia convidou o professor-doutor do Instituto de Física da UFRJ, Luiz Davidovitch, para uma aula.

Pêndulos, giros, cordas marinhas e espirais são o ponto-de-partida dos movimentos de Sonhos de Einstein. Aschtanga-yoga, pilates, musculação, dança, acrobacia de solo e técnicas aéreas fazem parte da preparação corporal do elenco, que pode durar até seis horas diárias. Com oito atores-acrobatas e cinco alpinistas, a companhia apostou em um cenário diferente. “O público ficará acomodado nos módulos de arquibancada do teatro e em balanços, numa organização espacialmente pensada para colocar o espectador dentro do turbilhão das cenas”, conta.

A trilha, composta por Felipe Rocha, é original. O caminho musical surgiu por meio de edições e repetições. “Algumas falas do professor Luiz Davidovitch se tornaram música e compõem a trilha da peça”, informa Cláudio. As 14 roupas são aparentemente normais e cotidianas, mas sempre com algum diferencial expressivo. O elenco está caracterizado com cabelos manchados de branco, contrapondo com rostos saudáveis, bochechas rosadas e juventude, reforçando esse conceito do não-tempo ou de todos os tempos e épocas.

Um diferencial da peça, na cidade, será a apresentação às 17h, no sábado, voltada para as crianças. “O espetáculo possui ingredientes que agradam tanto os adultos como as crianças. As pessoas têm uma identificação muito forte”, acredita o diretor. Sonhos de Einstein, desde sua estréia, já foi visto por 35 mil pessoas. Além das temporadas no Rio de Janeiro, foi apresentado em Curitiba, Recife e Fortaleza. Em 2004, foi indicado ao Prêmio Shell de direção, trilha sonora e iluminação. Depois de passar por Brasília, segue para Belo Horizonte, São Paulo e Portugal. No ano que vem, a companhia completa 20 anos.

Serviço

Sonhos de Einstein – Peça baseada no livro Sonhos de Einstein, de Alan Lightman. Direção de Cláudio Baltar. Hoje, às 21h, sábado, às 17h e 21h e domingo às 19h30, na Sala Plínio Marcos no Complexo Funarte. Ingressos a R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia) para estudantes, idosos acima de 65 anos e professores. Mais informações: 3224-3164.

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    16/09/2005 0h00

    Chega a Brasília o espetáculo Sonhos de Einsten da Cia Teatral carioca Intrépida Trupe, com direção de Cláudio Baltar. A peça, que será apresentada na sala Plínio Marcos no Complexo Funarte, hoje, às 21h, sábado, às 17h e 21h e domingo às 19h30, traz à cidade um estilo teatral diferente. “É um trabalho particular, buscamos conteúdo. Nós trabalhamos com imagens dentro do universo da física”, antecipa o diretor Cláudio Baltar em entrevista ao Jornal de Brasília.

    O espetáculo tem como referência o livro Sonhos de Einstein, de Alan Lightman, que retrata uma época em que o jovem e inquieto Einstein, obcecado pela questão do tempo, criava mundos fictícios. “O espetáculo é a leitura de um grupo de atores-acrobatas que explicam a gravidade, de um modo bem prático, além de outros assuntos. Os textos que surgem ora como música, ora em off, ou interpretados pelos atores, podem significar o desejo do conhecimento”, descreve o diretor. Para completar a pesquisa sobre o tema, a companhia convidou o professor-doutor do Instituto de Física da UFRJ, Luiz Davidovitch, para uma aula.

    Pêndulos, giros, cordas marinhas e espirais são o ponto-de-partida dos movimentos de Sonhos de Einstein. Aschtanga-yoga, pilates, musculação, dança, acrobacia de solo e técnicas aéreas fazem parte da preparação corporal do elenco, que pode durar até seis horas diárias. Com oito atores-acrobatas e cinco alpinistas, a companhia apostou em um cenário diferente. “O público ficará acomodado nos módulos de arquibancada do teatro e em balanços, numa organização espacialmente pensada para colocar o espectador dentro do turbilhão das cenas”, conta.

    A trilha, composta por Felipe Rocha, é original. O caminho musical surgiu por meio de edições e repetições. “Algumas falas do professor Luiz Davidovitch se tornaram música e compõem a trilha da peça”, informa Cláudio. As 14 roupas são aparentemente normais e cotidianas, mas sempre com algum diferencial expressivo. O elenco está caracterizado com cabelos manchados de branco, contrapondo com rostos saudáveis, bochechas rosadas e juventude, reforçando esse conceito do não-tempo ou de todos os tempos e épocas.

    Um diferencial da peça, na cidade, será a apresentação às 17h, no sábado, voltada para as crianças. “O espetáculo possui ingredientes que agradam tanto os adultos como as crianças. As pessoas têm uma identificação muito forte”, acredita o diretor. Sonhos de Einstein, desde sua estréia, já foi visto por 35 mil pessoas. Além das temporadas no Rio de Janeiro, foi apresentado em Curitiba, Recife e Fortaleza. Em 2004, foi indicado ao Prêmio Shell de direção, trilha sonora e iluminação. Depois de passar por Brasília, segue para Belo Horizonte, São Paulo e Portugal. No ano que vem, a companhia completa 20 anos.

    Serviço

    Sonhos de Einstein – Peça baseada no livro Sonhos de Einstein, de Alan Lightman. Direção de Cláudio Baltar. Hoje, às 21h, sábado, às 17h e 21h e domingo às 19h30, na Sala Plínio Marcos no Complexo Funarte. Ingressos a R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia) para estudantes, idosos acima de 65 anos e professores. Mais informações: 3224-3164.

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