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Siba e a Fuloresta para dançar sem piedade

Arquivo Geral

12/11/2004 0h00

A noite de rasta-pé prometida para a reabertura do projeto Forró sem Dó, hoje, no Clube da Apcef, não é bem o que parece, mas tem tudo para ser uma grande festa. Afinal, a grande atração do dia é Siba, o rabequeiro e um dos vocalistas da saudosa Mestre Ambrósio (banda pernambucana que eletrifica músicas tradicionais, como o coco e o maracatu em uma fusão deslumbrante), que não fará um espetáculo de forró.

O que Siba faz, com o grupo Fuloresta, é samba. “Só que não é o samba como é conhecido tradicionalmente. O termo tem o significado, neste caso, de festa de rua”, explica o músico em entrevista ao Jornal de Brasília. Ou seja, quem quiser uma boa festança, com a energia de ritmos radicais de Pernambuco é só aparecer. E se contagiar.

Apesar de ter uma educação formal em música, Siba se diz formado também na escola artística das tradições rítmicas de seu estado. Ou seja, é filho do maracatu e da ciranda. São esses sons, tão tipicamente pernambucanos, a fonte que inspira e move o músico e o pessoal da Fuloresta.

A Fuloresta é um grupo formado por jovens artistas, que tocam os metais, e pela velha guarda, percurssão e voz, “onde o mais novo tem 50 e o mais velho 70”, diz Siba. Esse “mói”(agrupamento) de pessoas talentosas vai mostrar como se dança o maracatu do baque solto (uma vertente do ritmo, que, em Pernambuco, faz dupla com o maracatu do baque virado) e a ciranda.

“O que a gente faz não é exatamente um resgate. É um trabalho autoral, meu e da Fuloresta, com a criação de textos e versos novos. Um som que está inserido mais na cena do interior, da Zona Norte, do que na cena de Recife, urbana, que muitos conhecem”, garante Siba. O grupo tem um CD muito elogiado na praça, Siba e a Fuloresta do Samba.

Quem espera forró na noite de hoje, o gênero estará bem representado pelo grupo Zabumbazul. É pé de serra para arrastar pé. Entre na dança.

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    Siba e a Fuloresta para dançar sem piedade

    Arquivo Geral

    12/11/2004 0h00

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    O que Siba faz, com o grupo Fuloresta, é samba. “Só que não é o samba como é conhecido tradicionalmente. O termo tem o significado, neste caso, de festa de rua”, explica o músico em entrevista ao Jornal de Brasília. Ou seja, quem quiser uma boa festança, com a energia de ritmos radicais de Pernambuco é só aparecer. E se contagiar.

    Apesar de ter uma educação formal em música, Siba se diz formado também na escola artística das tradições rítmicas de seu estado. Ou seja, é filho do maracatu e da ciranda. São esses sons, tão tipicamente pernambucanos, a fonte que inspira e move o músico e o pessoal da Fuloresta.

    A Fuloresta é um grupo formado por jovens artistas, que tocam os metais, e pela velha guarda, percurssão e voz, “onde o mais novo tem 50 e o mais velho 70”, diz Siba. Esse “mói”(agrupamento) de pessoas talentosas vai mostrar como se dança o maracatu do baque solto (uma vertente do ritmo, que, em Pernambuco, faz dupla com o maracatu do baque virado) e a ciranda.

    “O que a gente faz não é exatamente um resgate. É um trabalho autoral, meu e da Fuloresta, com a criação de textos e versos novos. Um som que está inserido mais na cena do interior, da Zona Norte, do que na cena de Recife, urbana, que muitos conhecem”, garante Siba. O grupo tem um CD muito elogiado na praça, Siba e a Fuloresta do Samba.

    Quem espera forró na noite de hoje, o gênero estará bem representado pelo grupo Zabumbazul. É pé de serra para arrastar pé. Entre na dança.

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