O Rio de Janeiro está na lista das cidades brasileiras mais requisitadas nesta época do ano, chegando a atrair até 650 mil turistas. A movimentação financeira também acompanha a magnitude do desfile das escolas de samba que circulam no Sambódromo e geram algo em torno de US$ 490 milhões, segundo dados da RioTur.
Quem decidir desfilar em uma das 14 escolas de samba do grupo especial do Carnaval carioca ainda encontra vaga, mas terá que desembolsar entre R$ 500 e R$ 1 mil, preço da fantasia que inclui a participação nos ensaios técnicos das agremiações. Já quem optou por assistir aos desfiles dos camarotes com melhor visibilidade, que já esgotaram, desembolsou R$ 75 mil para um camarote para 24 pessoas. Agora só será possível encontrar entradas privilegiadas nas mãos dos cambistas. Na quarta-feira restavam apenas 90 cadeiras à venda para os desfiles de domingo e segunda-feira.
Apesar de caro, o Carnaval é uma das poucas indústrias que não sofre com falta de dinheiro. “Abrimos a venda no início da manhã. Quando chegou ao final do dia, os ingressos estavam esgotados”, conta Hiram Araújo, diretor Cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio.
É um show de cores e batuques assistido por cerca de 120 mil pessoas, que lotam o Sambódromo para ver passar as 14 escolas de samba do grupo especial. “É um show bussiness onde predomina o visual sobre o samba. Cada escola investe de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões”, afirma Araújo.