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Serenidade aos 60 anos

Arquivo Geral

19/06/2004 0h00

Faz seis anos que Chico Buarque não entra num estúdio para gravar um disco só de inéditas – a última vez que isso aconteceu foi em 1998, e o resultado foi o álbum As Cidades. Mesmo assim, o músico encabeça a lista de ídolos de gente de todas as idades. Nada além do esperado para quem conheceu a fama aos 22 anos e, agora, aos 60 anos – hoje é aniversário de Chico Buarque –, aventura-se com desenvoltura em diversas esferas da arte.

Até os anos 90, sua discografia – hoje, são mais de 40 álbuns – ganhava quase um item por ano, incluindo trilhas de peças e apresentações ao vivo. “Ele é um dos maiores letristas da música popular. Não só da brasileira, mas da mundial”, diz o músico e jornalista Carlos Rennó, que ministra um curso sobre Chico em São Paulo. Para ele, as canções de Chico têm a mesma qualidade das de John Lennon ou Cole Porter. “Só não há tanta repercussão porque a nossa língua não é conhecida mundo afora.”

Francisco Buarque de Holanda nasceu em 1944, no Rio. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia, cresceu em São Paulo e começou a compor no colégio. Acompanhando o turbilhão político do país, fez canções com críticas sociais, como Pedro Pedreiro. Mas foi a lírica A Banda (1966) que o levou ao estrelato. A música venceu o 2º Festival de MPB da TV Record. “A crítica social sempre existiu na obra de Chico”, diz Rennó. Muitas vezes, o artista assumiu uma postura feminina nas letras de suas criações.

Para comemorar a data, a BMG lança uma caixa com 12 CDs e dois DVDs, reunindo trabalhos desde 1987. Haverá homenagens em todo o país, mas nenhum dos eventos deve contar com a presença de Chico. Avesso a badalações, ele passará a data fora do Brasil.

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    19/06/2004 0h00

    Faz seis anos que Chico Buarque não entra num estúdio para gravar um disco só de inéditas – a última vez que isso aconteceu foi em 1998, e o resultado foi o álbum As Cidades. Mesmo assim, o músico encabeça a lista de ídolos de gente de todas as idades. Nada além do esperado para quem conheceu a fama aos 22 anos e, agora, aos 60 anos – hoje é aniversário de Chico Buarque –, aventura-se com desenvoltura em diversas esferas da arte.

    Até os anos 90, sua discografia – hoje, são mais de 40 álbuns – ganhava quase um item por ano, incluindo trilhas de peças e apresentações ao vivo. “Ele é um dos maiores letristas da música popular. Não só da brasileira, mas da mundial”, diz o músico e jornalista Carlos Rennó, que ministra um curso sobre Chico em São Paulo. Para ele, as canções de Chico têm a mesma qualidade das de John Lennon ou Cole Porter. “Só não há tanta repercussão porque a nossa língua não é conhecida mundo afora.”

    Francisco Buarque de Holanda nasceu em 1944, no Rio. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia, cresceu em São Paulo e começou a compor no colégio. Acompanhando o turbilhão político do país, fez canções com críticas sociais, como Pedro Pedreiro. Mas foi a lírica A Banda (1966) que o levou ao estrelato. A música venceu o 2º Festival de MPB da TV Record. “A crítica social sempre existiu na obra de Chico”, diz Rennó. Muitas vezes, o artista assumiu uma postura feminina nas letras de suas criações.

    Para comemorar a data, a BMG lança uma caixa com 12 CDs e dois DVDs, reunindo trabalhos desde 1987. Haverá homenagens em todo o país, mas nenhum dos eventos deve contar com a presença de Chico. Avesso a badalações, ele passará a data fora do Brasil.

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