Dia desses, o presidente Lula perguntou se as pessoas sabem “o que é urucubaca”. A maioria sabe. Inclusive na ficção. Que o diga Raíssa (Mariana Ximenes), a mimada garota classe média alta de América (20h55, Globo). Azar, coitada, parece ser com ela mesma.
Logo no primeiro capítulo, ela levou um tiro de raspão quando passava de carro num túnel do Rio. Depois, foi seqüestrada pelo namorado, Roberto, que na verdade é o bandido Alex (Thiago Lacerda). Também já foi atropelada e perdeu o amor de sua vida para a mãe, Haydée (Christiane Torloni). Mais tarde, viu seu pai se encantar pela melhor amiga e, algum tempo depois, o noivo foi preso no altar, bem na hora do casamento.
“Sempre os acontecimentos estão massacrando Raíssa, mas não sei por que”, diz Mariana Ximenes. Estudiosos ouvidos pelo jornal O Dia , do Rio de Janeiro, apontam vários fatores que podem influenciar de maneira negativa a vida da problemática moça.
Na opinião da astróloga Luba Roichman, a entrada de Saturno no signo de Leão pode ter ajudado a pirar a cabecinha de Raíssa. “Saturno em Leão cobra mais seriedade das pessoas”, atenta. E, para Raíssa sair da maré de azar, existe uma solução: “Ela precisa se equilibrar, procurando o Deus que habita dentro dela”.
Para a taróloga Cellys Medeiros, a carta da Torre está regendo o momento de Raíssa: “A Torre significa desestrutura. Ela precisa abrir a mente para alcançar o arcano número 20, que é o Julgamento. Só ele pode fazer com que Raíssa acorde para a vida”.
ímã
Na opinião da psicóloga Sheila Nascimento, Raíssa é como um ímã para tragédias: “Ela pode estar traçando, inconscientemente, para a vida dela, situações em que fique fragilizada só para chamar a atenção dos pais”.
A situação ficou ainda pior quando Glauco (Edson Celulari) resolveu namorar Lurdinha (Cleo Pires). “Glauco também é emocionalmente imaturo e Raíssa herdou esse traço dele”, analisa a psicóloga.
Pelo menos a cabeça de Raíssa melhorou com relação a Lurdinha. Como a ninfeta resolveu dar um apoio à amiga por causa da prisão de Alex, as duas acabaram fazendo as pazes. “A retomada dessa amizade pode amenizar os problemas, mas não resolve”, avisa Sheila. “Raíssa tem o estigma de coitadinha e sempre precisa ser o centro das atenções”.
O que está reservado para a ninfeta de luxo ainda não se sabe. Como sua personagem, até o momento da virada radical na vida, mantinha um dos discursos mais coerentes do núcleo abastado, pode ser que o destino também se vire a favor da personagem. Um novo amor não é uma hipótese descartável nessa história.