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Sempre Um Papo traz trabalho escravo à pauta

Arquivo Geral

15/06/2004 0h00

A escravidão no Brasil moderno é tema do Projeto Sempre Um Papo, hoje, no Conjunto Cultural da Caixa. O resultado de 26 anos de investigações sobre a mão-de-obra escrava no Pará pode ser lido nas quase 500 páginas do livro Pisando Fora da Própria Sombra: a Escravidão por Dívida no Brasil Contemporâneo, escritas pelo padre Ricardo Resende Figueira, convidado para o debate.

Figueira trabalhou durante 20 anos na Diocese de Conceição do Araguaia (PA) e, nesse período, foi membro da Comissão Pastoral da Terra, onde passou a conviver de perto com os problemas do trabalho escravo. “Eu acolhia os fugitivos. A preocupação imediata era libertá-los e levá-los de volta para casa”, lembra. No Rio de Janeiro, resolveu investigar a fundo a questão em suas teses de mestrado e doutorado. “Fiz um estudo antropológico para compreender o que leva estas pessoas a sair de casa, descobrir seus sonhos, medos”, conta o autor. Ele conta que no Piauí ficou emocionado com depoimentos de mulheres que não sabiam se eram viúvas e de pais que há muitos anos não tinham notícias dos filhos.

Padre Ricardo Resende Figueira é professor na PUC do Rio de Janeiro e coordena o Movimento Humanos Direitos e a Rede Social Justiça e Direitos Humanos. Ele conta que no meio acadêmico há poucos trabalhos teóricos sobre o trabalho escravo no período contemporâneo, e que esta foi sua maneira de contribuir para a discussão do que considera ser uma das mais graves questões brasileiras.

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    Figueira trabalhou durante 20 anos na Diocese de Conceição do Araguaia (PA) e, nesse período, foi membro da Comissão Pastoral da Terra, onde passou a conviver de perto com os problemas do trabalho escravo. “Eu acolhia os fugitivos. A preocupação imediata era libertá-los e levá-los de volta para casa”, lembra. No Rio de Janeiro, resolveu investigar a fundo a questão em suas teses de mestrado e doutorado. “Fiz um estudo antropológico para compreender o que leva estas pessoas a sair de casa, descobrir seus sonhos, medos”, conta o autor. Ele conta que no Piauí ficou emocionado com depoimentos de mulheres que não sabiam se eram viúvas e de pais que há muitos anos não tinham notícias dos filhos.

    Padre Ricardo Resende Figueira é professor na PUC do Rio de Janeiro e coordena o Movimento Humanos Direitos e a Rede Social Justiça e Direitos Humanos. Ele conta que no meio acadêmico há poucos trabalhos teóricos sobre o trabalho escravo no período contemporâneo, e que esta foi sua maneira de contribuir para a discussão do que considera ser uma das mais graves questões brasileiras.

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