Paula Burlamaqui não vê mais problema em viver mulheres sedutoras (e quem diria que um dia já teve essa dificuldade!). Agora, ela já sabe como será sua primeira cena em América, próxima novela das oito da Globo. A loura estará sambando num minúsculo biquíni, e logo depois será chamada de vagabunda e biscateira por sua sogra.
Isso não incomoda a atriz, conhecida por ter interpretado inúmeras variações de beldades. Não tenho problema em interpretar a bonitona, mas só fazer isso foi algo que me incomodou muito”, conta. “Hoje, quero que a loura gostosa tenha algo a dizer”.
Nesse novo trabalho, Paula será Islane, uma suburbana, destaque da escola de samba Vila Isabel, que vira babá de Maria Flor (Bruna Marquezine) e se envolve com o mundo dos deficientes visuais.
“Fiquei meio preocupada quando li os primeiros capítulos”, diz. “Pensei que fosse fazer o mesmo personagem de novo, mas Glória (Perez, autora da novela) me tranqüilizou. Sei que ela vai me levar para um caminho diferente”.
Mas nem sempre foi assim. Com 20 anos de carreira e nove novelas, Paula já recusou papéis na TV, por querer deixar para trás seu passado como modelo. Hoje, aos 37 anos, não vê problema no estereótipo que carrega.
“Sou loura, bonita, tenho peito e bunda grandes, malho e fui Garota do Fantástico”, lembra, enquanto se define sem abusar da modéstia. Não posso renegar isso. Devo ter cara de suburbana, porque fiz várias vezes esse papel! Acho engraçado. Nunca fui a riquinha, a madame, a viajada…”