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Saúde também começa na escola

Arquivo Geral

08/06/2004 0h00

Mudar o hábito alimentar é a maneira mais eficaz de combate à obesidade infantil. Além de estimular a prática regular de atividades físicas, os pais e educadores devem incentivar a alimentação saudável e dar bons exemplos. Nesse caso, as escolas têm o papel de passar valores e informações sobre os alimentos que devem ser consumidos pelas crianças. “Muitas vezes, é o lugar onde as crianças passam mais tempo e os educadores podem atuar de diversas formas”, diz a nutricionista Xênia Versiani.

Em mais de 200 escolas públicas e particulares do DF, nutricionistas como Xênia capacitam professores, donos de cantina e pais com o propósito de estimular uma alimentação saudável desde cedo, com crianças do Ensino Infantil e Fundamental, até a quarta série.

“A boa alimentação tem de ser abordada nas aulas de matemática, português, ciências, para que as crianças entendam que não é um assunto isolado”, reforça a nutricionista, que completa: “Alimentação saudável não é só comer fruta. É possível realizar pequenas trocas que fazem diferença”. Segundo ela, na hora do recreio, os refrigerantes devem ser substituídos por sucos, as frituras por salgados assados e os doces por iogurte.

O advogado Roberto Sousa sentiu a mudança na filha Gabriella, de seis anos. Apesar de comer em casa, sob a guarda da mãe, a família não interferia muito na alimentação da pequena. Com o programa de alimentação saudável na escola, Gabriella mudou alguns hábitos. “Antes, ela comia mais frituras. Hoje, encara até beterraba”, afirma o pai.

TrocaA cantina do Colégio Rogacionista, no Guará, mudou de cara desde que a proprietária Jeanine Schuabb aderiu ao programa, há dois anos e meio. Aos poucos, ela substituiu os produtos por opções mais saudáveis. Em agosto, a cantina pretende abolir a venda de refrigerante. “A mudança não pode ser radical para o negócio não falir. Primeiro, eliminei a fritura e modifiquei minha maneira de abordar os lanches”, conta Jeanine. Ela vende kits de lanches em quatro escolas, sob orientação de nutricionistas.

Os lanches são saborosos e não faltam as guloseimas, como bolo, cachorro-quente e biscoito. Mas tudo é distribuído em porções adequadas às crianças. “Já vi alunos trazerem torresmo ou um pacote grande de biscoito”, conta Jeanine. Segundo a empresária, as crianças, quando distante dos pais, escolhem o que vão comer e, na maioria das vezes optam pelo menos saudável. “Por isso, muitos pais eram avessos a lanche de cantina”, justifica a comerciante.

Na escola Universo Infantil, no Guará, lições acerca da boa alimentação permeiam toda a vida escolar das crianças de três a sete anos. A coordenadora da escola, Elaine Lacerda, diz que o resultado para as crianças menores é mais rápido. “O índice de obesidade na nossa instituição é quase zero”, comemora.

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    08/06/2004 0h00

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    Em mais de 200 escolas públicas e particulares do DF, nutricionistas como Xênia capacitam professores, donos de cantina e pais com o propósito de estimular uma alimentação saudável desde cedo, com crianças do Ensino Infantil e Fundamental, até a quarta série.

    “A boa alimentação tem de ser abordada nas aulas de matemática, português, ciências, para que as crianças entendam que não é um assunto isolado”, reforça a nutricionista, que completa: “Alimentação saudável não é só comer fruta. É possível realizar pequenas trocas que fazem diferença”. Segundo ela, na hora do recreio, os refrigerantes devem ser substituídos por sucos, as frituras por salgados assados e os doces por iogurte.

    O advogado Roberto Sousa sentiu a mudança na filha Gabriella, de seis anos. Apesar de comer em casa, sob a guarda da mãe, a família não interferia muito na alimentação da pequena. Com o programa de alimentação saudável na escola, Gabriella mudou alguns hábitos. “Antes, ela comia mais frituras. Hoje, encara até beterraba”, afirma o pai.

    TrocaA cantina do Colégio Rogacionista, no Guará, mudou de cara desde que a proprietária Jeanine Schuabb aderiu ao programa, há dois anos e meio. Aos poucos, ela substituiu os produtos por opções mais saudáveis. Em agosto, a cantina pretende abolir a venda de refrigerante. “A mudança não pode ser radical para o negócio não falir. Primeiro, eliminei a fritura e modifiquei minha maneira de abordar os lanches”, conta Jeanine. Ela vende kits de lanches em quatro escolas, sob orientação de nutricionistas.

    Os lanches são saborosos e não faltam as guloseimas, como bolo, cachorro-quente e biscoito. Mas tudo é distribuído em porções adequadas às crianças. “Já vi alunos trazerem torresmo ou um pacote grande de biscoito”, conta Jeanine. Segundo a empresária, as crianças, quando distante dos pais, escolhem o que vão comer e, na maioria das vezes optam pelo menos saudável. “Por isso, muitos pais eram avessos a lanche de cantina”, justifica a comerciante.

    Na escola Universo Infantil, no Guará, lições acerca da boa alimentação permeiam toda a vida escolar das crianças de três a sete anos. A coordenadora da escola, Elaine Lacerda, diz que o resultado para as crianças menores é mais rápido. “O índice de obesidade na nossa instituição é quase zero”, comemora.

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