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Sarampo ameaça turista brasileiro

Arquivo Geral

16/12/2004 0h00

O Brasil já chegou a registrar mais de 50 mil casos de sarampo em um único ano. Hoje, após as intensas campanhas de vacinação em massa, a situação é bem diferente. Não são registrados casos no País desde 2000. No entanto, o risco de reintrodução do sarampo ainda preocupa as autoridades sanitárias. É que em alguns países, como Japão, Alemanha e algumas nações da África, responsáveis por um número considerável de visitantes ao Brasil, a cobertura vacinal em relação a essa doença não é muito ampla. Diante disso, o Ministério da Saúde recomenda aos empresários de turismo que organizem, junto às secretarias estaduais e municipais de Saúde, um esforço para intensificar a vacinação dos profissionais da área. Recomenda também aos brasileiros que tenham como destino países endêmicos que se vacinem antes de embarcar.

O diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Expedito Luna, afirma que, no País, há uma segurança razoável da imunização contra o sarampo em crianças. Já em relação aos adultos, não se pode dizer o mesmo. Isso se deve ao fato de a cobertura vacinal contra a doença ter sido intensificada no Brasil a partir do final da década de 1980. Praticamente todos os bebês nascidos desde então foram vacinados, mas quem tem mais de 20 anos pode não ter recebido a dose e, assim, estar suscetível à contaminação. “Por isso, é importante que todos os profissionais dos aeroportos, desde os aeroviários e taxistas até quem trabalha dentro das lojas ou das lanchonetes, tomem a vacina”, ressalta Luna.

Turistas, agentes de viagens, guias turísticos, funcionários dos hotéis e profissionais do sexo também devem procurar os postos. A aplicação da dose nessas pessoas deve ser realizada, principalmente, nas cidades que atraem mais turistas estrangeiros, como Rio de Janeiro, Florianópolis e capitais do Nordeste.

A vacina está disponível em qualquer posto de saúde, mas os próprios empresários de turismo, associações ou sindicatos do ramo podem procurar as representações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) das secretarias estaduais de Saúde e elaborar ações de vacinação para grupos específicos. Nesses casos, o PNI disponibiliza doses da vacina para aplicação nos profissionais.

A tendência de os empresários de turismo acharem que os negócios são afetados quando se fala em vacinação e em doença tem sido um problema para a ação de controle epidemiológico. Expedito Luna afirma que os empresários precisam entender que a vacina contra o sarampo é do interesse deles. “Se vacinarem e prevenirem, os empresários não vão ter problema algum”, observa.

Em algumas cidades do litoral, já aconteceram ações de imunização de trabalhadores do ramo de turismo contra o sarampo, mas é preciso que esse trabalho se estenda à maioria dos estados. Todo o cuidado é necessário para impedir a entrada da doença no País. Em novembro do ano passado, houve a importação de um caso de sarampo. Um brasileiro foi a negócios para a Inglaterra e lá contraiu a doença. Mesmo sendo um caso isolado, isso demonstra que o risco de importação do sarampo é real.

Controle – Desde a década de 1950, os países do continente americano associados à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) vêm trabalhando em conjunto para a erradicação de doenças. Primeiramente, esses países se comprometeram a erradicar a varíola, nos anos 50. Já nos anos 80, o esforço foi voltado para o controle da poliomielite e da transmissão do sarampo. Segundo Expedito Luna, todos os países do continente americano se comprometeram a eliminar o sarampo, inclusive o Brasil.

Nos últimos 20 anos, o País evoluiu muito em relação ao controle de doenças transmissíveis. Hoje, conta com um programa de imunizações que é referência para o mundo. Mesmo com a extensão geográfica do Brasil, as campanhas de vacinação conseguem atingir os habitantes das grandes cidades e do interior, até os lugares mais remotos da Floresta Amazônica. “Trata-se de uma ação de saúde que chega a toda a população brasileira”, destaca Expedito Luna.

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    16/12/2004 0h00

    O Brasil já chegou a registrar mais de 50 mil casos de sarampo em um único ano. Hoje, após as intensas campanhas de vacinação em massa, a situação é bem diferente. Não são registrados casos no País desde 2000. No entanto, o risco de reintrodução do sarampo ainda preocupa as autoridades sanitárias. É que em alguns países, como Japão, Alemanha e algumas nações da África, responsáveis por um número considerável de visitantes ao Brasil, a cobertura vacinal em relação a essa doença não é muito ampla. Diante disso, o Ministério da Saúde recomenda aos empresários de turismo que organizem, junto às secretarias estaduais e municipais de Saúde, um esforço para intensificar a vacinação dos profissionais da área. Recomenda também aos brasileiros que tenham como destino países endêmicos que se vacinem antes de embarcar.

    O diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Expedito Luna, afirma que, no País, há uma segurança razoável da imunização contra o sarampo em crianças. Já em relação aos adultos, não se pode dizer o mesmo. Isso se deve ao fato de a cobertura vacinal contra a doença ter sido intensificada no Brasil a partir do final da década de 1980. Praticamente todos os bebês nascidos desde então foram vacinados, mas quem tem mais de 20 anos pode não ter recebido a dose e, assim, estar suscetível à contaminação. “Por isso, é importante que todos os profissionais dos aeroportos, desde os aeroviários e taxistas até quem trabalha dentro das lojas ou das lanchonetes, tomem a vacina”, ressalta Luna.

    Turistas, agentes de viagens, guias turísticos, funcionários dos hotéis e profissionais do sexo também devem procurar os postos. A aplicação da dose nessas pessoas deve ser realizada, principalmente, nas cidades que atraem mais turistas estrangeiros, como Rio de Janeiro, Florianópolis e capitais do Nordeste.

    A vacina está disponível em qualquer posto de saúde, mas os próprios empresários de turismo, associações ou sindicatos do ramo podem procurar as representações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) das secretarias estaduais de Saúde e elaborar ações de vacinação para grupos específicos. Nesses casos, o PNI disponibiliza doses da vacina para aplicação nos profissionais.

    A tendência de os empresários de turismo acharem que os negócios são afetados quando se fala em vacinação e em doença tem sido um problema para a ação de controle epidemiológico. Expedito Luna afirma que os empresários precisam entender que a vacina contra o sarampo é do interesse deles. “Se vacinarem e prevenirem, os empresários não vão ter problema algum”, observa.

    Em algumas cidades do litoral, já aconteceram ações de imunização de trabalhadores do ramo de turismo contra o sarampo, mas é preciso que esse trabalho se estenda à maioria dos estados. Todo o cuidado é necessário para impedir a entrada da doença no País. Em novembro do ano passado, houve a importação de um caso de sarampo. Um brasileiro foi a negócios para a Inglaterra e lá contraiu a doença. Mesmo sendo um caso isolado, isso demonstra que o risco de importação do sarampo é real.

    Controle – Desde a década de 1950, os países do continente americano associados à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) vêm trabalhando em conjunto para a erradicação de doenças. Primeiramente, esses países se comprometeram a erradicar a varíola, nos anos 50. Já nos anos 80, o esforço foi voltado para o controle da poliomielite e da transmissão do sarampo. Segundo Expedito Luna, todos os países do continente americano se comprometeram a eliminar o sarampo, inclusive o Brasil.

    Nos últimos 20 anos, o País evoluiu muito em relação ao controle de doenças transmissíveis. Hoje, conta com um programa de imunizações que é referência para o mundo. Mesmo com a extensão geográfica do Brasil, as campanhas de vacinação conseguem atingir os habitantes das grandes cidades e do interior, até os lugares mais remotos da Floresta Amazônica. “Trata-se de uma ação de saúde que chega a toda a população brasileira”, destaca Expedito Luna.

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