Apesar de toda a sofisticação e invenções que rondam o mundo gastronômico, existem pratos triviais que povoam a memória popular. É o caso das variações de filés. Afinal, quem nunca se perguntou onde comer um verdadeiro filé à cavalo? Pensando nestes saudosistas, hoje as dicas são onde encontrar esses pratos.
Na Cantina Margherita, no Pier 21, há o verdadeiro filé à parmegiana. Lá, o filé vem suculento, com muito molho de tomate e gratinado com parmesão ralado. O comensal pode escolher entre batatas fritas sequinhas e crocantes ou arroz branco, como acompanhamento. Importante ressaltar que se deve esquecer o regime, porque a combinação é saborosamente pesada. O filé à parmegiana da casa sai a R$ 18,90.
Já no Beirute, na 109 Sul, eterno point dos notívagos, encontra-se o filé à cavalo, aquele delicioso bifão grelhado com dois ovos fritos por cima, acompanhado de arroz branco soltinho. O prato sai a R$ 28 e dá para duas pessoas.
Algumas pessoas podem nunca ter ouvido falar de Assis Chateaubriand, mas com certeza quem gosta do filé alto já degustou o prato que leva o nome do homem da Comunicação no Brasil até os anos 60. O prato é composto por um filé alto mal passado com molho de champignon (madeira). “Na verdade, esse tipo de peça de carne alto é o que chamamos de corte inglês. Chateaubriand gostava deste filé alto e mal passado, daí terem batizado com seu nome”, explica o proprietário do Bar do Calaf, Venceslau Calaf, que serve o filé acompanhado de arroz branco (R$ 32,50 para duas pessoas).
No Calaf, há ainda a versão Oswaldo Aranha (R$ 32, 50 para duas pessoas). “Por sua vez, Oswaldo Aranha gostava do filé ao ponto, com alho frito e com farofa misturada a batatas portuguesas (similares a chips)”, complementa Venceslau Calaf, mostrando que gastronomia e letras são um prato cheio para todo bom gourmet.