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Ruy Castro diz que bossa nova esteve esquecida nos anos 70 e 80

Arquivo Geral

11/11/2008 0h00

O escritor brasileiro Ruy Castro, autor do livro Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova, afirmou que este movimento musical esteve “completamente esquecido” nas décadas de 70 e 80, mas que agora, no aniversário de 50 anos de sua criação, está novamente presente no mercado internacional.

O escritor se encontra na Espanha para participar do projeto Talento Brasil, a primeira mostra multidisciplinar da indústria cultural brasileira, realizada no Círculo de Belas Artes de Madri.

Ruy, autor também de Rio de Janeiro – Carnaval de fogo falará em Madri de sua relação com a música.

Em declarações à Agência Efe, ele lembrou nesta terça-feira (11) que, em 2008, completa 50 anos que a bossa nova, gênero que consagrou compositores como Tom Jobim e Vinícius de Moraes, foi criada no Rio de Janeiro.

O autor destacou que durante anos – concretamente nas décadas de 70 e 80 – ela esteve “completamente esquecida”, já que os brasileiros começaram a escutar música estrangeira e “se esqueceram” da bossa nova.

“Agora voltamos a escutá-la e ela está mais presente no mercado, também no internacional”, disse o escritor, que explicou que vários fatores levaram a bossa nova a cair no esquecimento, principalmente comerciais e políticos.

Ruy Castro, um dos principais biografistas do Brasil, escreveu alguns livros de personagens relevantes para a cultura do país, como Estrela solitária (1995) sobre o jogador de futebol Garrincha e Carmen sobre a atriz e cantora Carmen Miranda, a primeira estrela brasileira que desenvolveu carreira em Hollywood.

Neste sentido, o escritor explicou à Efe que por ocasião dos 100 anos do nascimento de Carmen Miranda no próximo ano, ele está preparando um livro de imagens sobre a cantora.

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