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Romeu e Julieta sobem o morro

Arquivo Geral

26/11/2003 0h00

A tragédia mais famosa do dramaturgo inglês William Shakespeare sobe os morros cariocas numa nova adaptação. Desta vez, o romance Romeu & Julieta será encenado no formato de uma ópera-rap por 30 pacientes da Clínica Anankê, de atenção à saúde mental. A montagem será exibida em duas sessões: hoje, no Centro Cultural Brasília (CCB) e na sexta, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul).

Como a obra de Shakespeare, os dois protagonistas se encontram pela primeira vez num baile. Mas um baile funk, sem máscaras. Julieta é a filha do delegado. E Romeu é garoto-prodígio da família que comanda o tráfico de drogas na favela. Daí a rivalidade entre as duas famílias.

Enquanto se desenvolve a trama, a trilha sonora percorre o cancioneiro popular brasileiro, com inserções de músicas criadas pelo próprio grupo da Anankê, ao ritmo de rap, com direito à batida de beat box de C.A. Júnior. “Ele já teve uma banda de rap, então aproveitamos o talento dele para criarmos esse musical”, diz o terapeuta e diretor da peça, Marco Aurélio Freitas.

“A montagem decorre em metalinguagem, misturando fatos da obra com realidade”, resume Marco. Ao texto foram acrescentadas histórias paralelas, como de um psicólogo e um dramaturgo que sobem o morro para reunir pessoas para o teatro e inclusão social. “Esse é, inclusive, o maior mote da peça”, relata Marco.

Todo o trabalho com os pacientes nasceu de forma espontânea. A partir do centro de convivência da clínica, onde os pacientes podem exercitar seus talentos artísticos. “Devo ressaltar que é um trabalho de inclusão. Isso porque ainda existe esse estigma quanto ao trabalho psicoterápico”, frisa. “O mais importante é a possibilidade de criação e expressão da qual eles são capazes”, acrescenta o terapeuta.

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    26/11/2003 0h00

    A tragédia mais famosa do dramaturgo inglês William Shakespeare sobe os morros cariocas numa nova adaptação. Desta vez, o romance Romeu & Julieta será encenado no formato de uma ópera-rap por 30 pacientes da Clínica Anankê, de atenção à saúde mental. A montagem será exibida em duas sessões: hoje, no Centro Cultural Brasília (CCB) e na sexta, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul).

    Como a obra de Shakespeare, os dois protagonistas se encontram pela primeira vez num baile. Mas um baile funk, sem máscaras. Julieta é a filha do delegado. E Romeu é garoto-prodígio da família que comanda o tráfico de drogas na favela. Daí a rivalidade entre as duas famílias.

    Enquanto se desenvolve a trama, a trilha sonora percorre o cancioneiro popular brasileiro, com inserções de músicas criadas pelo próprio grupo da Anankê, ao ritmo de rap, com direito à batida de beat box de C.A. Júnior. “Ele já teve uma banda de rap, então aproveitamos o talento dele para criarmos esse musical”, diz o terapeuta e diretor da peça, Marco Aurélio Freitas.

    “A montagem decorre em metalinguagem, misturando fatos da obra com realidade”, resume Marco. Ao texto foram acrescentadas histórias paralelas, como de um psicólogo e um dramaturgo que sobem o morro para reunir pessoas para o teatro e inclusão social. “Esse é, inclusive, o maior mote da peça”, relata Marco.

    Todo o trabalho com os pacientes nasceu de forma espontânea. A partir do centro de convivência da clínica, onde os pacientes podem exercitar seus talentos artísticos. “Devo ressaltar que é um trabalho de inclusão. Isso porque ainda existe esse estigma quanto ao trabalho psicoterápico”, frisa. “O mais importante é a possibilidade de criação e expressão da qual eles são capazes”, acrescenta o terapeuta.

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