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Romances confinados

Arquivo Geral

10/12/2003 0h00

O escritor gaúcho João Gilberto Noll testa seu poder de síntese em seu novo livro Mínimos, Múltiplos, Comuns (Francis), depois de 23 anos sem lançar qualquer publicação de contos. Seu único livro de narrativas curtas fora o primeiro da carreira, o bem-sucedido O Cego e a Dançarina, de 1980.

São textos pequenos, mas não se trata precisamente de contos. Pode parecer um equívoco, mas o autor prefere chamá-los de romances breves, ou melhor, de “instantes ficcionais”. Há, portanto, lógica. Além disso há a liberdade de Noll de definir sua obra da forma que bem entender.

São 338 miniromances, cada um “confinado a um máximo de 130 palavras”, como define o autor. O título do livro justifica a apreensão de Noll ao conferir esse conceito à obra. Cada narrativa está ligada a um tema abrangente. Ao todo, cinco temas: Gênese, Os Elementos, As Criaturas, O Mundo e O Retorno. Subdivididos nesses grupos temáticos, os romances são mínimos devido ao tamanho; múltiplos, pela quantidade; e comuns porque, apesar de não se completarem, possuem lógica entre si, de acordo com o contexto no qual estão inseridos.

Ora, Noll surpreende com belas e utópicas histórias, como na narrativa em primeira pessoa Bodas no Quintal, ora, o autor é denso – tal seus romances –, a exemplo de Sulino e No Alto. Em contos ecléticos no conteúdo, não à forma, o escritor gaúcho explora ainda o cotidiano dramático dos pais à espera do filho prestes a nascer (Tarzans, Na Cozinha e Vesúvios) e relembra com ironia os tempestuosos dias de 1964 (Golpe no Bar e Plantel).

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    10/12/2003 0h00

    O escritor gaúcho João Gilberto Noll testa seu poder de síntese em seu novo livro Mínimos, Múltiplos, Comuns (Francis), depois de 23 anos sem lançar qualquer publicação de contos. Seu único livro de narrativas curtas fora o primeiro da carreira, o bem-sucedido O Cego e a Dançarina, de 1980.

    São textos pequenos, mas não se trata precisamente de contos. Pode parecer um equívoco, mas o autor prefere chamá-los de romances breves, ou melhor, de “instantes ficcionais”. Há, portanto, lógica. Além disso há a liberdade de Noll de definir sua obra da forma que bem entender.

    São 338 miniromances, cada um “confinado a um máximo de 130 palavras”, como define o autor. O título do livro justifica a apreensão de Noll ao conferir esse conceito à obra. Cada narrativa está ligada a um tema abrangente. Ao todo, cinco temas: Gênese, Os Elementos, As Criaturas, O Mundo e O Retorno. Subdivididos nesses grupos temáticos, os romances são mínimos devido ao tamanho; múltiplos, pela quantidade; e comuns porque, apesar de não se completarem, possuem lógica entre si, de acordo com o contexto no qual estão inseridos.

    Ora, Noll surpreende com belas e utópicas histórias, como na narrativa em primeira pessoa Bodas no Quintal, ora, o autor é denso – tal seus romances –, a exemplo de Sulino e No Alto. Em contos ecléticos no conteúdo, não à forma, o escritor gaúcho explora ainda o cotidiano dramático dos pais à espera do filho prestes a nascer (Tarzans, Na Cozinha e Vesúvios) e relembra com ironia os tempestuosos dias de 1964 (Golpe no Bar e Plantel).

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