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Roberto Carlos, enfim, inédito

Arquivo Geral

11/12/2003 0h00

Findo o ano e Roberto Carlos aproveita mais uma vez as regalias da vida de “rei da música pop brasileira”: É a principal atração do Especial de Natal da TV Globo e lança seu novo disco com tiragem de um milhão de cópias. Já nas lojas, o 58º trabalho do Rei lançado no Brasil (são mais 114 discos no exterior, em 17 países) escancara no álbum Pra Sempre sua eterna paixão por Maria Rita – não a emergente filha de Elis Regina, mas sua ex-mulher, que morreu vítima de câncer em 1999.

“Vem bem a calhar, pois isso é exatamente o que se passa no meu coração, em relação ao meu amor: vai durar para sempre”, reforça Roberto, que dedica todas as músicas do CD à amada. “Quis fazer um disco que falasse apenas de amores bem-sucedidos, do lado bonito e feliz do amor”, completa.

Nos versos da música de abertura, que intitula o álbum, o cantor é bem claro: “Haja o que houver/Nada vai mudar/Cada vez maior eu sei que o nosso amor será/Pra sempre”. Literalmente, são muitas emoções cantadas de forma vibrante por Roberto Carlos. “Cada vez que completava um verso, eu chorava de emoção. Tive momentos de muita saudade, muitas lágrimas”, lembra.

Apesar de sua nova safra de composições carregar a pecha de extremamente intimista, o Rei Roberto não dispensa a parceria com Erasmo Carlos em Seres Humanos (do CD anterior) e no rock Cadillac, uma continuação do clássico Calhambeque. “Foi uma forma de retornar à Jovem Guarda, resgatar o passado. Dizem que quem coleciona carros quer recuperar sua juventude, então é uma forma de falar dos anos 60 também”, conta o cantor, num momento de descontração na entrevista concedida à imprensa na semana passada.

Pra Sempre, porém, traz mais novidades do que parece. É o primeiro disco de Roberto em sete anos com repertório inédito (à exceção de Seres Humanos, lançada no Acústico MTV, do ano passado).

Na coletiva, o músico soltou o verbo contra a pirataria. Segundo ele, a situação no Brasil é vergonhosa se comparada à da Europa, onde há forte repressão à venda de CDs falsificados. “No exterior os discos piratas são vendidos somente no mercado clandestino, é difícil de achar. Aqui os caras montam verdadeiras lojas na calçada e o governo não faz nada”.

Roberto aproveitou ainda para manifestar sua posição favorável à redução da maioridade penal, assunto excessivamente discutidos próximo a este final de ano. “Sou a favor da medida, mas não da pena de morte, que é muito radical e perigosa”. Roberto Carlos incrementa a lista dos 88,1% de brasileiros favoráveis à redução da maioridade penal, de acordo com pesquisa da CNT com o Instituto Sensus divulgada pelo Jornal de Brasília na edição de terça-feira.

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    11/12/2003 0h00

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    “Vem bem a calhar, pois isso é exatamente o que se passa no meu coração, em relação ao meu amor: vai durar para sempre”, reforça Roberto, que dedica todas as músicas do CD à amada. “Quis fazer um disco que falasse apenas de amores bem-sucedidos, do lado bonito e feliz do amor”, completa.

    Nos versos da música de abertura, que intitula o álbum, o cantor é bem claro: “Haja o que houver/Nada vai mudar/Cada vez maior eu sei que o nosso amor será/Pra sempre”. Literalmente, são muitas emoções cantadas de forma vibrante por Roberto Carlos. “Cada vez que completava um verso, eu chorava de emoção. Tive momentos de muita saudade, muitas lágrimas”, lembra.

    Apesar de sua nova safra de composições carregar a pecha de extremamente intimista, o Rei Roberto não dispensa a parceria com Erasmo Carlos em Seres Humanos (do CD anterior) e no rock Cadillac, uma continuação do clássico Calhambeque. “Foi uma forma de retornar à Jovem Guarda, resgatar o passado. Dizem que quem coleciona carros quer recuperar sua juventude, então é uma forma de falar dos anos 60 também”, conta o cantor, num momento de descontração na entrevista concedida à imprensa na semana passada.

    Pra Sempre, porém, traz mais novidades do que parece. É o primeiro disco de Roberto em sete anos com repertório inédito (à exceção de Seres Humanos, lançada no Acústico MTV, do ano passado).

    Na coletiva, o músico soltou o verbo contra a pirataria. Segundo ele, a situação no Brasil é vergonhosa se comparada à da Europa, onde há forte repressão à venda de CDs falsificados. “No exterior os discos piratas são vendidos somente no mercado clandestino, é difícil de achar. Aqui os caras montam verdadeiras lojas na calçada e o governo não faz nada”.

    Roberto aproveitou ainda para manifestar sua posição favorável à redução da maioridade penal, assunto excessivamente discutidos próximo a este final de ano. “Sou a favor da medida, mas não da pena de morte, que é muito radical e perigosa”. Roberto Carlos incrementa a lista dos 88,1% de brasileiros favoráveis à redução da maioridade penal, de acordo com pesquisa da CNT com o Instituto Sensus divulgada pelo Jornal de Brasília na edição de terça-feira.

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