Beatles ou Rolling Stones? Dois livros ilustrados que acabam de chegar às livrarias dos Estados Unidos vão ajudar mais uma vez na reflexão dessa antiga questão, que perdura há décadas. Lennon Legend: An Illustrated Life of John Lennon adiciona à biografia do ex-beatle cerca de 40 reproduções removíveis de artefatos relacionados a ele, como um boletim escolar, programas de teatro e manuscritos de letras de músicas.
According to the Rolling Stones traz novas, extensas e francas entrevistas com o vocalista Mick Jagger, o guitarrista Keith Richards, o baterista Charlie Watts e o guitarrista Ronnie Wood, e, assim como o livro sobre Lennon, inclui diversas fotos raras.
Apesar do tom franco, ambos os livros são produtos oficiais e autorizados. A viúva de Lennon, Yoko Ono, abriu seus arquivos para ajudar a criar Lennon Legend, enquanto o lacônico Charlie Watts é citado como editor-consultor de According to the Rolling Stones.
Os dois livros contam histórias semelhantes. Mais de 40 anos atrás, em Liverpool e Londres, alguns rapazes loucos por música americana se reuniram para formar bandas, aprenderam a compor canções e transformaram o mundo. Tudo isso com o acréscimo de algumas drogas, desavenças e mortes ao longo do caminho.
A grande diferença entre suas histórias é que os Beatles se separaram em 1969 e, desde então, dois deles morreram, enquanto os Stones continuam firmes até hoje – uma força poderosa em turnês e merchandising, mesmo que as vendas de discos já não tenham tanto poder.
A rebeldia deles também era díspar. Os Stones eram vistos como mais sombrios e ameaçadores. Havia ainda uma discordância sobre uma nova visão do pop e um gênero recém-criado, o rock. E, para uma certa geração do pós-guerra, identificar-se com uma banda ou outra dizia muito sobre as pessoas.