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Rindo da paranóia

Arquivo Geral

06/05/2004 0h00

Noitada. Bebedeira. Um desconhecido dormindo na sua cama. Um guarda-chuva perdido. Um assassinato. Esse é o início de uma série de desdobramentos hilariantes na peça O Caso da Rua ao Lado. A montagem carioca que reúne os atores Luiz Fernando Guimarães, Otávio Müller, Marisa Orth, Marcos Alvisi e Rubens Araújo fica em cartaz de amanhã a domingo, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. A peça faz parte da programação do Festival de Comédias Vivo Rindo, que nos mesmos dias traz também a peça Figural com Antonio Nóbrega, na Salla Martins Pena do Teatro Nacional.

O Caso da Rua ao Lado é uma adaptação de L´Affaire de la Rue Lourcine, texto do século 19 do repertório cômico francês de Eugène Labiche. O ator Luiz Fernando Guimarães, protagonista da versão brasileira, em entrevista ao Jornal de Brasília, definiu o espetáculo como uma comédia sobre a paranóia. “Uma série de coincidências induzem o público a pensar como os atores”, antecipa Guimarães, que vem à Brasília com a montagem pela primeira vez após temporada no Rio de Janeiro e Ribeirão Preto.

A peça estreou em setembro no Teatro dos Quatro (RJ) e conta a história de Lenglumé (Guimarães), um bon vivant que depois de tomar todas na noite anterior – aproveitando que a esposa (Orth) dominadora estava viajando – tem amnésia alcoólica e não faz idéia de como Mistingue (Müller, o Queiroz da novela global Celebridade) foi parar na sua cama.

Para piorar, ambos encontram em seus bolsos alguns objetos estranhos que podem ser indícios comprometedores de um crime. Em ritmo de um corre-corre pastelão, quanto mais Lenglumé fica assustado com as possibilidades de desastre, mais se mete em encrencas. Na tentativa de escapar da culpa, os personagens se enrolam tanto que acabam não sabendo mais do que fogem.

O Caso da Rua ao Lado é intercalado por músicas

elaboradas especialmente para a peça. O diretor Alberto Renault, responsável também pela tradução da obra francesa, fez as letras e o cravista Marcelo Fagerlande, a música – baseadas em peças de Debussy e Satie. Luiz Fernando Guimarães destaca que há um piano de cauda no palco e que as canções podem ser acompanhadas pelo público, pois libretos serão entregues no ínicio da comédia.

O ator informa que, apesar do figurino e do cenário – cheio de cortinas que dão a dimensão de uma casa – remeterem à época de Labiche, a adaptação não é fiel. “Fala do nosso tempo”, explica.

A peça chega a cidade com elenco diferente da estréia. “Temos um grupo para se apresentar em teatrinho e outro para teatrão”, justifica o comediante. “Quando o local é maior o íntimo muda”, revela. Apenas Luiz Fernando e Otávio Müller fazem parte da trupe inicial. Guimarães convidou Müller para participar da equipe depois de assisti-lo na peça O Retrovisor, de Marcelo Rubens Paiva. “Achei o Mistingue a cara dele”, explica. Já Alberto Renault dirigiu os programas Brasil Legal e Muvuca, com Regina Casé, da Rede Globo, além de colaborar no seriado Os Normais, estrelado pelo próprio Luiz Fernando Guimarães.

O Caso da Rua ao Lado foi encenado por Patrice Chéreau, na França e por Klaus Michael Grüber, na Alemanha. A história virou filme em 1923 com direção de Henri Diamant-Berger.

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    06/05/2004 0h00

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    O Caso da Rua ao Lado é uma adaptação de L´Affaire de la Rue Lourcine, texto do século 19 do repertório cômico francês de Eugène Labiche. O ator Luiz Fernando Guimarães, protagonista da versão brasileira, em entrevista ao Jornal de Brasília, definiu o espetáculo como uma comédia sobre a paranóia. “Uma série de coincidências induzem o público a pensar como os atores”, antecipa Guimarães, que vem à Brasília com a montagem pela primeira vez após temporada no Rio de Janeiro e Ribeirão Preto.

    A peça estreou em setembro no Teatro dos Quatro (RJ) e conta a história de Lenglumé (Guimarães), um bon vivant que depois de tomar todas na noite anterior – aproveitando que a esposa (Orth) dominadora estava viajando – tem amnésia alcoólica e não faz idéia de como Mistingue (Müller, o Queiroz da novela global Celebridade) foi parar na sua cama.

    Para piorar, ambos encontram em seus bolsos alguns objetos estranhos que podem ser indícios comprometedores de um crime. Em ritmo de um corre-corre pastelão, quanto mais Lenglumé fica assustado com as possibilidades de desastre, mais se mete em encrencas. Na tentativa de escapar da culpa, os personagens se enrolam tanto que acabam não sabendo mais do que fogem.

    O Caso da Rua ao Lado é intercalado por músicas

    elaboradas especialmente para a peça. O diretor Alberto Renault, responsável também pela tradução da obra francesa, fez as letras e o cravista Marcelo Fagerlande, a música – baseadas em peças de Debussy e Satie. Luiz Fernando Guimarães destaca que há um piano de cauda no palco e que as canções podem ser acompanhadas pelo público, pois libretos serão entregues no ínicio da comédia.

    O ator informa que, apesar do figurino e do cenário – cheio de cortinas que dão a dimensão de uma casa – remeterem à época de Labiche, a adaptação não é fiel. “Fala do nosso tempo”, explica.

    A peça chega a cidade com elenco diferente da estréia. “Temos um grupo para se apresentar em teatrinho e outro para teatrão”, justifica o comediante. “Quando o local é maior o íntimo muda”, revela. Apenas Luiz Fernando e Otávio Müller fazem parte da trupe inicial. Guimarães convidou Müller para participar da equipe depois de assisti-lo na peça O Retrovisor, de Marcelo Rubens Paiva. “Achei o Mistingue a cara dele”, explica. Já Alberto Renault dirigiu os programas Brasil Legal e Muvuca, com Regina Casé, da Rede Globo, além de colaborar no seriado Os Normais, estrelado pelo próprio Luiz Fernando Guimarães.

    O Caso da Rua ao Lado foi encenado por Patrice Chéreau, na França e por Klaus Michael Grüber, na Alemanha. A história virou filme em 1923 com direção de Henri Diamant-Berger.

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