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Revolução na produção jornalística

Arquivo Geral

04/01/2010 0h00

Não é novidade que os meios de comunicação façam uso das redes sociais como uma extensão de seus serviços. CNN, The New York Times, Globo News, Folha de S. Paulo e tantos outros estão no Twitter, por exemplo. Há quem faça até entrevistas pelo MSN e Google Talk hoje em dia.


A experiência que as jornalistas Djenane Arraes e Izabella Peregrino fizeram na reportagem “Revolução social” (publicada na edição de segunda-feira, dia 04/01, do Jornal de Brasília) usando o Google Wave diz mais respeito de como as redes sociais podem revolucionar as ferramentas de produção jornalística. Embora em fase de testes, foi possível escrever em computadores diferentes, visualizando em tempo real o que se digitava. Desta forma, foi criada outra dinâmica. “Compor a matéria em parceria ficou muito mais rápido pelo Wave. Isto porque não utilizamos nem um terço do que a ferramenta oferece, como por exemplo a conferência por vídeo e voz e o compartilhamento de fotos e arquivos que poderiam ter sido usados também”, disse Izabella. “Acredito que escrever em conjunto ficou menos passivo. Não precisei esperar a Djenane para dar palpites ou escrever o que eu desejava, foi tudo ao mesmo tempo”.


O processo da edição também foi diferente. “A rotina é esperar o repórter concluir a matéria. Quando muito, espiar no computador como está o desenvolvimento do texto e, aí sim, dar palpites e orientações. Tudo para só então poder editar. Com o Wave, o processo ficou acelerado porque além do texto, Izabella e eu trocamos, ao mesmo tempo, comentários e impressões a respeito do assunto e discutimos qual seria a melhor forma de se organizar o texto”, disse Djenane.


O tempo gasto foi de 1h30 (incluindo paradas para beber água, café, conversas com outros repórteres, discussões a respeito da diagramação de outras páginas e etc.), quando o normal é o repórter gastar tempo semelhante para um texto desta natureza, fora a edição, diagramação e outras atividades envolvidas na publicação. “Neste tempo, ainda pude contatar algumas das fontes da matéria pelo Twitter e pelo Google Talk, enquanto Izabella fazia pesquisas na internet. As informações eram colocadas ali mesmo na caixa de texto compartilhada, onde pudemos avaliar as informações mais interessantes”, acrescentou Djenane, que ainda completou, “acreditamos que se a ideia for expandida para toda a redação e esta ferramenta ganhar estabilidade – pois sofremos com algumas travas – a forma de se fazer jornalismo impresso vai mudar e ficar cada vez melhor, pois todo o processo (redação, edição e revisão) poderá ser feito ao mesmo tempo”.

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