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Reumatismo típico de criança ameaça coração

Arquivo Geral

27/10/2004 0h00

No Brasil, são 20 mil novos casos a cada ano. O problema chega a ser uma das principais causas de cardiopatia em crianças e é uma prova irrefutável de que reumatismo não é apenas uma doença de velhos, como pensa a maioria. Estamos falando da febre reumática, doença que pode atacar o coração, causando danos irreversíveis e até a morte.

A frebre reumática ocorre, segundo a reumatologista Maria Odete Hilário, quando a infecção de garganta, provocada pela bactéria estreptococo b hemolítica, não é tratada adequadamente. “Quando isso acontece, a criança começa a sentir depois de um certo tempo dores nas juntas, pernas, pulso e joelho, acompanhada de inchaço, podendo, no futuro, inflamar as válvulas do coração”.

As inflamações nas juntas e o inchaço caracterizam exatamente uma doença reumática. Nas crianças, esta espécie de reumatismo, é uma complicação tardia da infecção de garganta, que surge a partir dos três anos de idade, mas é mais comum em meninos e meninas com idade escolar, de 7 a 14 anos, que já têm uma predispostos para a doença, com uma prevalência um pouco maior nas mulheres. “Essa é uma das enfermidades de mais difícil diagnóstico na pediatria”, garante a dra. Odete Hilário.

incidênciaDas crianças que tem aquele tipo de infecção na garganta, cerca de 2,5 a 4% tem a predisposição para ser acometida pela febre reumática. A incidência é maior entre as crianças mais pobres, que costumam estar mais expostas à bactéria que causa aquele tipo de processo infeccioso. Por isso, a dra. Hilário situa a doença como um “problema grave de saúde pública”. Em muitos países desenvolvidos este tipo de problema já foi debelado.

As complicações costumam surgir de 1 a 3 semanas após a infecção. A partir daí, as juntas começam a ficar inflamadas e doídas. A dor chega a ser tão intensa que, inclusive, impede a criança de andar. Mais grave ainda é a possibilidade de a febre reumática atingir o coração da paciente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a febre reumática é uma das que acarreta maior gasto na área de cardiologia do setor público. Isto se deve à sofisticação e à complexidade da cirurgia cardíaca feita nas crianças, o que propicia seu alto custo.

Somente esta circunstância, num País como o Brasil que tem verbas menores do que necessita a saúde pública, era mais do que suificiente para se investisse num programa de prevenção. “A orientação e o esclarecimento sobre a febre reumática poderia contribuir para a redução de gastos futuros com a doença”, reforça a reumatologista.

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    A frebre reumática ocorre, segundo a reumatologista Maria Odete Hilário, quando a infecção de garganta, provocada pela bactéria estreptococo b hemolítica, não é tratada adequadamente. “Quando isso acontece, a criança começa a sentir depois de um certo tempo dores nas juntas, pernas, pulso e joelho, acompanhada de inchaço, podendo, no futuro, inflamar as válvulas do coração”.

    As inflamações nas juntas e o inchaço caracterizam exatamente uma doença reumática. Nas crianças, esta espécie de reumatismo, é uma complicação tardia da infecção de garganta, que surge a partir dos três anos de idade, mas é mais comum em meninos e meninas com idade escolar, de 7 a 14 anos, que já têm uma predispostos para a doença, com uma prevalência um pouco maior nas mulheres. “Essa é uma das enfermidades de mais difícil diagnóstico na pediatria”, garante a dra. Odete Hilário.

    incidênciaDas crianças que tem aquele tipo de infecção na garganta, cerca de 2,5 a 4% tem a predisposição para ser acometida pela febre reumática. A incidência é maior entre as crianças mais pobres, que costumam estar mais expostas à bactéria que causa aquele tipo de processo infeccioso. Por isso, a dra. Hilário situa a doença como um “problema grave de saúde pública”. Em muitos países desenvolvidos este tipo de problema já foi debelado.

    As complicações costumam surgir de 1 a 3 semanas após a infecção. A partir daí, as juntas começam a ficar inflamadas e doídas. A dor chega a ser tão intensa que, inclusive, impede a criança de andar. Mais grave ainda é a possibilidade de a febre reumática atingir o coração da paciente.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a febre reumática é uma das que acarreta maior gasto na área de cardiologia do setor público. Isto se deve à sofisticação e à complexidade da cirurgia cardíaca feita nas crianças, o que propicia seu alto custo.

    Somente esta circunstância, num País como o Brasil que tem verbas menores do que necessita a saúde pública, era mais do que suificiente para se investisse num programa de prevenção. “A orientação e o esclarecimento sobre a febre reumática poderia contribuir para a redução de gastos futuros com a doença”, reforça a reumatologista.

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