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RESISTÊNCIA HERÓICA

Arquivo Geral

25/11/2004 0h00

O diretor Toni Venturi e o roteirista Di Moretti voltam ao Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com o segundo longa-metragem de ficção após a vitoriosa estréia com Latitude Zero, filme vencedor do Candango de Melhor Roteiro na edição de 2001 do festival. Cabra-cega, o novo filme da consagrada dobradinha paulistana, entra na raia da mostra competitiva do 37° Festival de Brasília, hoje, no Cine Brasília, com uma narrativa voltada para a militância estudantil dos anos 70.

Como fizeram em Latitude Zero, Venturi e Moretti apostam num drama carregado e com momentos asfixiantes. “A gente quis passar nos primeiros minutos essa opressão ao espectador, como fizemos com Latitude. Mas, em seguida, com as reviravoltas, o público verá um filme muito diferente”, adiantou o roteirista do filme, que primou por um tema mais político.

A produção narra a história do guerrilheiro Thiago (vivido por Leonardo Medeiros) que, para fugir da polícia, recebe a ajuda de Pedro, um simpatizante da causa, e fica confinado em seu apartamento junto à colega de luta Rosa (papel de Débora Duboc, que havia protagonizado o filme anterior de Venturi). Com os companheiros dizimados pelas tropas militares, Thiago se desespera, fica à beira da loucura e encontra o amor. O ator Jonas Bloch engrossa o elenco, formado somente por quatro personagens.

Além de competidor na categoria de longa-metragem, Di Moretti participa do festival como professor da Oficina de Roteiro, no Hotel Kubitschek Plaza. “Não é para puxar a sardinha para minha brasa, mas dar atenção à formação de profissionais de roteiro é se voltar para o que é vital no cinema”, destaca.

Segundo Moretti, a retomada do cinema brasileiro se caracteriza por isso. “Existe hoje um resgate dessa função, que foi esquecida. Costumo dizer que isso é a herança maldita do Cinema Novo, quando não se formou roteiristas nem produtores. O diretor era tudo”, pondera o roteirista que trabalhou no projeto brasiliense As Vidas de Maria, filme de Renato Barbieri que abriu o festival na terça-feira e tem reapresentação hoje no Centro Cultural Sesi de Taguatinga, às 20h, e sábado, dia 27 (no Cine Brasília, às 16h30), com entrada franca, dentro da programação da Mostra Brasília.

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    25/11/2004 0h00

    O diretor Toni Venturi e o roteirista Di Moretti voltam ao Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com o segundo longa-metragem de ficção após a vitoriosa estréia com Latitude Zero, filme vencedor do Candango de Melhor Roteiro na edição de 2001 do festival. Cabra-cega, o novo filme da consagrada dobradinha paulistana, entra na raia da mostra competitiva do 37° Festival de Brasília, hoje, no Cine Brasília, com uma narrativa voltada para a militância estudantil dos anos 70.

    Como fizeram em Latitude Zero, Venturi e Moretti apostam num drama carregado e com momentos asfixiantes. “A gente quis passar nos primeiros minutos essa opressão ao espectador, como fizemos com Latitude. Mas, em seguida, com as reviravoltas, o público verá um filme muito diferente”, adiantou o roteirista do filme, que primou por um tema mais político.

    A produção narra a história do guerrilheiro Thiago (vivido por Leonardo Medeiros) que, para fugir da polícia, recebe a ajuda de Pedro, um simpatizante da causa, e fica confinado em seu apartamento junto à colega de luta Rosa (papel de Débora Duboc, que havia protagonizado o filme anterior de Venturi). Com os companheiros dizimados pelas tropas militares, Thiago se desespera, fica à beira da loucura e encontra o amor. O ator Jonas Bloch engrossa o elenco, formado somente por quatro personagens.

    Além de competidor na categoria de longa-metragem, Di Moretti participa do festival como professor da Oficina de Roteiro, no Hotel Kubitschek Plaza. “Não é para puxar a sardinha para minha brasa, mas dar atenção à formação de profissionais de roteiro é se voltar para o que é vital no cinema”, destaca.

    Segundo Moretti, a retomada do cinema brasileiro se caracteriza por isso. “Existe hoje um resgate dessa função, que foi esquecida. Costumo dizer que isso é a herança maldita do Cinema Novo, quando não se formou roteiristas nem produtores. O diretor era tudo”, pondera o roteirista que trabalhou no projeto brasiliense As Vidas de Maria, filme de Renato Barbieri que abriu o festival na terça-feira e tem reapresentação hoje no Centro Cultural Sesi de Taguatinga, às 20h, e sábado, dia 27 (no Cine Brasília, às 16h30), com entrada franca, dentro da programação da Mostra Brasília.

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