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REPRESSÃO ORIENTAL

Arquivo Geral

01/06/2004 0h00

Dramas cotidianos de personagens triviais e narrativas de época sobre a exploração da mulher numa sociedade patriarcal onde as regras eram super-rígidas. Essas são as histórias contadas pelos diretores Yasujiro Ozu e Kenji Mizoguchi – produzidas, sobretudo, no período do pós-guerra, considerado uma espécie de Bela Época do cinema japonês – em cerca de 140 filmes. O brasiliense terá a oportunidade de assistir a dez desses clássicos na mostra Ozu e Mizoguchi: Mestres do Cinema Japonês, que fica em cartaz de hoje até dia 13, no Centro Cultural Banco do Brasil, com entrada franca.

“É uma oportunidade rara de contato com dois grandes mestres de uma cinematografia que chega ao Brasil de forma fragmentada e esporádica”, acredita o professor de cinema e curador da mostra, João Luiz Vieira.

De Ozu, por exemplo, o público poderá assistir, entre outros, a Filho Único (1936), Fim de Verão (1961), Pai e Filha (1949) e a sua grande obra-prima Era Uma Vez em Tóquio, de 1953, considerado um dos maiores filmes de todos os tempos. “É a última exibição desta cópia, que não está em bom estado”, alerta Vieira.

De Mizoguchi, a mostra traz filmes inesquecíveis como Contos da Lua Vaga Depois da Chuva (1953), O Intendente Sansho (1954), Amantes Crucificados (1954) e Oharu: a Vida de Uma Cortesã (1953), narrativa épica sobre o calvário de uma prostituta baseado no livro do século 17, A Vida de Uma Mulher Sensual, sobre relações sexuais no Japão feudal.

João Luiz Vieira conta que os filmes desses dois diretores fizeram muito sucesso internacional na época em que foram lançados. Isso porque, além da curiosidade pelo visual de um país que sempre foi considerado exótico aos olhos do Ocidente, as obras trazem um forte conteúdo emocional e alcançaram um nível de universalidade raramente conseguido por outras cinematografias.

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    01/06/2004 0h00

    Dramas cotidianos de personagens triviais e narrativas de época sobre a exploração da mulher numa sociedade patriarcal onde as regras eram super-rígidas. Essas são as histórias contadas pelos diretores Yasujiro Ozu e Kenji Mizoguchi – produzidas, sobretudo, no período do pós-guerra, considerado uma espécie de Bela Época do cinema japonês – em cerca de 140 filmes. O brasiliense terá a oportunidade de assistir a dez desses clássicos na mostra Ozu e Mizoguchi: Mestres do Cinema Japonês, que fica em cartaz de hoje até dia 13, no Centro Cultural Banco do Brasil, com entrada franca.

    “É uma oportunidade rara de contato com dois grandes mestres de uma cinematografia que chega ao Brasil de forma fragmentada e esporádica”, acredita o professor de cinema e curador da mostra, João Luiz Vieira.

    De Ozu, por exemplo, o público poderá assistir, entre outros, a Filho Único (1936), Fim de Verão (1961), Pai e Filha (1949) e a sua grande obra-prima Era Uma Vez em Tóquio, de 1953, considerado um dos maiores filmes de todos os tempos. “É a última exibição desta cópia, que não está em bom estado”, alerta Vieira.

    De Mizoguchi, a mostra traz filmes inesquecíveis como Contos da Lua Vaga Depois da Chuva (1953), O Intendente Sansho (1954), Amantes Crucificados (1954) e Oharu: a Vida de Uma Cortesã (1953), narrativa épica sobre o calvário de uma prostituta baseado no livro do século 17, A Vida de Uma Mulher Sensual, sobre relações sexuais no Japão feudal.

    João Luiz Vieira conta que os filmes desses dois diretores fizeram muito sucesso internacional na época em que foram lançados. Isso porque, além da curiosidade pelo visual de um país que sempre foi considerado exótico aos olhos do Ocidente, as obras trazem um forte conteúdo emocional e alcançaram um nível de universalidade raramente conseguido por outras cinematografias.

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