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Reggaeton influencia brasileiros

Arquivo Geral

08/09/2005 0h00

Parece que, por enquanto, o último desejo de Wanessa Camargo foi atendido: sua música está dando mais o que falar do que seus problemas pessoais ou romances. A jovem decidiu usar o reggaeton em seu novo disco. A música Amor, Amor está na lista das mais tocadas em São Paulo, no ranking do Nopen e já influencia outros artistas a seguirem o mesmo caminho de sucesso.

Para quem ainda não está por dentro, o reggaeton nasceu na América Central, em países como Jamaica, Panamá e Porto Rico. Normalmente cantado em uma mistura de inglês e espanhol, tem batida percussiva e mistura o reggae com ritmos latinos, rap e hip hop. As letras, como nosso funk, são para lá de sensuais e sem nenhuma censura. Cada vez mais popular, o reggaeton tem se espalhado pelas comunidades latinas nos EUA, na Europa e América do Sul. Shakira canta La Tortura com Alejandro Sanz, e Jennifer Lopez foi até Porto Rico para gravar na fonte.

“Esse ritmo faz muito sucesso no Caribe e acho que combina muito com o Brasil, pois é dançante. Por isso, gravei”, conta Wanessa.

Há quem diga que o reggaeton não é exatamente uma novidade. Segundo o DJ Hum, que usa o ritmo em seu disco com o projeto Motirô, isso já vem do início dos anos 90. “Toco nas pistas desde a década passada. Acho até que consigo manter meu prestígio por tocar todas as tendências”, diz. Hum, no entanto, concorda que o ritmo só ganhou força agora. “Acho que se deve à mesmice do nosso hip hop. Poucas coisas são feitas para inovar, então, começamos a pegar coisas de fora”.

O DJ acredita que o sucesso se deve à batida percussiva e ao som sem compromisso. “É um resgate da africanidade, sem virar música engajada. É entretenimento”. Hum aposta que, no Brasil, as letras deverão seguir a linha da sensualidade. Para se familiarizar com a raiz do gênero, o DJ indica o CD de Tony Touch The ReggaeTony Album. Quem não podia ficar de fora dessa febre é Latino, claro.

O cantor tratou logo de fazer seguir a onda do hit Gasolina, de Papi Rankins, e fez Maria Gasolina. Vai tocá-la pela primeira vez no show que fará em São Paulo no dia 11. “Meu próximo disco vai surpreender não só pelo reggaeton, mas também pelas letras, bem mais apimentadas.”

Oportunistas, as gravadoras lançaram diversos CDs temáticos. A EMI colocou no mercado a coletânea Gasolina!! 100% Reggaeton e Chosen Few, trilha de um documentário sobre o ritmo. A Warner saiu com Best of Reggaeton.

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    08/09/2005 0h00

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    Para quem ainda não está por dentro, o reggaeton nasceu na América Central, em países como Jamaica, Panamá e Porto Rico. Normalmente cantado em uma mistura de inglês e espanhol, tem batida percussiva e mistura o reggae com ritmos latinos, rap e hip hop. As letras, como nosso funk, são para lá de sensuais e sem nenhuma censura. Cada vez mais popular, o reggaeton tem se espalhado pelas comunidades latinas nos EUA, na Europa e América do Sul. Shakira canta La Tortura com Alejandro Sanz, e Jennifer Lopez foi até Porto Rico para gravar na fonte.

    “Esse ritmo faz muito sucesso no Caribe e acho que combina muito com o Brasil, pois é dançante. Por isso, gravei”, conta Wanessa.

    Há quem diga que o reggaeton não é exatamente uma novidade. Segundo o DJ Hum, que usa o ritmo em seu disco com o projeto Motirô, isso já vem do início dos anos 90. “Toco nas pistas desde a década passada. Acho até que consigo manter meu prestígio por tocar todas as tendências”, diz. Hum, no entanto, concorda que o ritmo só ganhou força agora. “Acho que se deve à mesmice do nosso hip hop. Poucas coisas são feitas para inovar, então, começamos a pegar coisas de fora”.

    O DJ acredita que o sucesso se deve à batida percussiva e ao som sem compromisso. “É um resgate da africanidade, sem virar música engajada. É entretenimento”. Hum aposta que, no Brasil, as letras deverão seguir a linha da sensualidade. Para se familiarizar com a raiz do gênero, o DJ indica o CD de Tony Touch The ReggaeTony Album. Quem não podia ficar de fora dessa febre é Latino, claro.

    O cantor tratou logo de fazer seguir a onda do hit Gasolina, de Papi Rankins, e fez Maria Gasolina. Vai tocá-la pela primeira vez no show que fará em São Paulo no dia 11. “Meu próximo disco vai surpreender não só pelo reggaeton, mas também pelas letras, bem mais apimentadas.”

    Oportunistas, as gravadoras lançaram diversos CDs temáticos. A EMI colocou no mercado a coletânea Gasolina!! 100% Reggaeton e Chosen Few, trilha de um documentário sobre o ritmo. A Warner saiu com Best of Reggaeton.

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