A regra número um em toda e qualquer batalha é conhecer e saber respeitar a força do inimigo, para depois atacá-lo de maneira conveniente. Financeiramente, é a Record, entre todas as emissoras, a que está em posição mais confortável para realizar as mudanças e aprimoramentos em sua programação para superar o SBT, que ainda tem a vice-liderança de audiência, e depois se encostar à líder Globo. Não é uma tarefa fácil, mas um trabalho muito bem-pensado está sendo colocado em prática e bons resultados devem surgir em médio prazo. O lançamento do reality Sem Saída, indiscutivelmente, foi um importante passo à frente. O programa está agradando e mostrando que Marcio Garcia, como ator, é um bom apresentador. Tem de ficar nessa e, se possível, não sair mais. E ainda teremos pela frente a novela Escrava Isaura, o programa do Tom Cavalcante, outro reality, com o publicitário Roberto Justus e o novo Repórter Record. Em janeiro ou fevereiro do próximo ano, começa a ser trabalhado o segundo horário de novelas. Esse é o caminho. A Globo, com Boni e Walter Clark, montou um tripé imbatível na sua programação noturna, com novela às seis, mais uma às sete, o Jornal Nacional e outra novela depois disso. Ninguém conseguiu superar esse formato. A Record está no caminho. Deve manter o bom jornal do Paulo Henrique Amorim às 19h, seguido de novela, do jornal do Boris, outra novela e a linha de shows. É produto brigando contra produto. Não tem outro jeito. Vai entrar em cartaz aquela velha história do quem pode mais quem chora menos.