Tem algo de estranho acontecendo no Departamento de Esportes da Rede Record. Talvez o maior número de problemas se relacione com a fragilidade da sua direção, mas são coisas que comprometem diretamente o produto final. Hoje, na grande maioria das competições, por força de contrato, a Record é obrigada a transmitir exatamente os mesmo jogos que a Rede Globo e acaba sendo prejudicada pela enorme diferença de audiência que existe entre as duas. Pior: pouco se faz para alterar este estado de coisas. Nada pessoal contra o Luciano do Valle. Pelo contrário, ainda é um dos melhores na narração esportiva do nosso País, só que não devem ser repetidos com ele os mesmo erros cometidos na Bandeirantes em passado recente. No Morumbi, existiam cinco outros bons profissionais, mas que eram escalados com estranha raridade. Só em casos de extrema necessidade. Na Record acontece a mesma coisa. O Luciano está transmitindo tudo. É o dono da bola. Não passa ou não deixam passar pra ninguém, embora tenha outros bons e respeitados profissionais lá dentro, como são os casos de Osmar de Oliveira e Oliveira Andrade. Se a Globo, mais uma vez, servir como exemplo, vamos verificar que há sempre o interesse de sair da mesmice e movimentar toda a equipe. Até com freqüência assistimos Kleber Machado e Luís Roberto, entre outros, transmitindo eventos importantes, embora Galvão Bueno continue sendo o número um. Por que a Record é tão resistente a isso?