Menu
Promoções

Reco do Bandolim e Choro Livre tocam Villa-Lobos

Arquivo Geral

14/09/2005 0h00

Os convidados da vez do projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro são o baiano-brasiliense Reco do Bandolim e o Grupo Choro Livre. Eles se apresentarão a partir de hoje até sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro.

Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, nasceu em Salvador e chegou a Brasília em 1963. Quando adolescente, participou de bandas de rock, mas com a descoberta do bandolim e os discos do mestre Jacob Bitencourt, Reco despertou uma grande paixão pelo choro, deixando a guitarra de lado. “O rock foi uma fase. Como na década de 70 e 80 ele era muito dominante, acabou me influenciando”, conta. “Descobri o choro quando estava de férias na Bahia e assisti a um show do Moraes Moreira. No fim da apresentação ele tocou Noites Cariocas. A partir daí, descobri minha verdadeira paixão”, recorda Henrique, em entrevista ao Jornal de Brasília.

Quando retornou das férias, ele procurou uma escola de música para estudar bandolim. Para sua surpresa não havia nenhuma em Brasília. “Daí nasceu a idéia de fundar a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. No começo, tive muitos obstáculos. O Ministério da Cultura não queria aprovar o meu projeto. Eu achava tudo um absurdo, já que acredito que o verdadeiro produto cultural do Brasil é a música”, afirma. Em 1993, Reco do Bandolim assumiu a presidência do Clube do Choro. De acordo com o músico, nessa época, o clube estava abandonado e havia três casais de mendigos morando lá. “Lembro que o Raphael Rabello fez um show de graça. Com o dinheiro arrecadado reformamos o local”. Em 1998, sem desistir do sonho da escola de choro, Henrique recorreu à Câmara Distrital. O projeto foi aprovado por unanimidade. Depois disso, o Ministério da Cultura liberou o funcionamento da escola, fundada em 1999. “O nome, em homenagem ao Raphael, foi dado porque na época, como ele estava no auge da sua carreira, pedi que assinasse a papelada junto comigo, para dar credibilidade. Na semana seguinte, ele faleceu”.

Mestres Henrique apresentou seu estilo em rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Odete Ernest Dias, Bide e Pernambuco do Pandeiro. Além de ser presidente do Clube do Choro e fundador da Escola de Choro, Reco do Bandolim é ainda jornalista profissional.

Durante sua carreira, gravou quatro discos, dois pelo setor de pesquisas do Banco do Brasil e dois independentes, entre os quais se destaca Reco do Bandolim & Choro Livre, com mais de cinco mil cópias vendidas. A versão de Retratos – Pixinguinha, do mestre Radamés Gnatalli, constante nesse CD, foi escolhida para figurar num disco que reúne as dez maiores interpretações de bandolinistas brasileiros. “Estamos sem gravar CD já faz um tempo. É a correria da vida que não permite. Mas, se der tudo certo, em novembro vamos retornar aos estúdios.

    Você também pode gostar

    Reco do Bandolim e Choro Livre tocam Villa-Lobos

    Arquivo Geral

    14/09/2005 0h00

    Os convidados da vez do projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro são o baiano-brasiliense Reco do Bandolim e o Grupo Choro Livre. Eles se apresentarão a partir de hoje até sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro.

    Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, nasceu em Salvador e chegou a Brasília em 1963. Quando adolescente, participou de bandas de rock, mas com a descoberta do bandolim e os discos do mestre Jacob Bitencourt, Reco despertou uma grande paixão pelo choro, deixando a guitarra de lado. “O rock foi uma fase. Como na década de 70 e 80 ele era muito dominante, acabou me influenciando”, conta. “Descobri o choro quando estava de férias na Bahia e assisti a um show do Moraes Moreira. No fim da apresentação ele tocou Noites Cariocas. A partir daí, descobri minha verdadeira paixão”, recorda Henrique, em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Quando retornou das férias, ele procurou uma escola de música para estudar bandolim. Para sua surpresa não havia nenhuma em Brasília. “Daí nasceu a idéia de fundar a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. No começo, tive muitos obstáculos. O Ministério da Cultura não queria aprovar o meu projeto. Eu achava tudo um absurdo, já que acredito que o verdadeiro produto cultural do Brasil é a música”, afirma. Em 1993, Reco do Bandolim assumiu a presidência do Clube do Choro. De acordo com o músico, nessa época, o clube estava abandonado e havia três casais de mendigos morando lá. “Lembro que o Raphael Rabello fez um show de graça. Com o dinheiro arrecadado reformamos o local”. Em 1998, sem desistir do sonho da escola de choro, Henrique recorreu à Câmara Distrital. O projeto foi aprovado por unanimidade. Depois disso, o Ministério da Cultura liberou o funcionamento da escola, fundada em 1999. “O nome, em homenagem ao Raphael, foi dado porque na época, como ele estava no auge da sua carreira, pedi que assinasse a papelada junto comigo, para dar credibilidade. Na semana seguinte, ele faleceu”.

    Mestres Henrique apresentou seu estilo em rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Odete Ernest Dias, Bide e Pernambuco do Pandeiro. Além de ser presidente do Clube do Choro e fundador da Escola de Choro, Reco do Bandolim é ainda jornalista profissional.

    Durante sua carreira, gravou quatro discos, dois pelo setor de pesquisas do Banco do Brasil e dois independentes, entre os quais se destaca Reco do Bandolim & Choro Livre, com mais de cinco mil cópias vendidas. A versão de Retratos – Pixinguinha, do mestre Radamés Gnatalli, constante nesse CD, foi escolhida para figurar num disco que reúne as dez maiores interpretações de bandolinistas brasileiros. “Estamos sem gravar CD já faz um tempo. É a correria da vida que não permite. Mas, se der tudo certo, em novembro vamos retornar aos estúdios.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado