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Ray Charles revive no cinema

Arquivo Geral

06/10/2004 0h00

Os preparativos intensivos aos quais se submeteu Jamie Foxx (Colateral) para fazer o papel principal de Ray, filme que conta a vida do astro do blues e do jazz Ray Charles, já provocaram especulações sobre um possível Oscar para o ator de 36 anos. Bem ao estilo Charlize Theron em Monster – que valeu o Oscar de Melhor Atriz à sul-africana em 2004 –, Foxx usou uma prótese durante um mês para imitar a cegueira, perdeu vários quilos, aprendeu a fazer movimentos de lábios para fingir que estava cantando e mergulhou fundo na música do ícone Ray Charles, que morreu em junho de 2004, de doença do fígado, aos 73 anos.

“Foi questão de entrar nas nuance de Ray Charles, não apenas representar o papel dele”, disse Foxx, durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde o filme estreou. O ator não quis simplesmente imitar Ray Charles, que superou a pobreza, a cegueira e a dependência de heroína para tornar-se um dos artistas mais amados dos Estados Unidos.

Foxx reagiu com alguma timidez às especulações quanto ao Oscar. “Eu as aceito porque elas chamam mais atenção para o filme”, comentou. O ator ganhou fama com papéis cômicos no programa de variedade In Living Color. Em seguida, teve seu seriado próprio, com seu próprio nome, e atuou em Um Domingo Qualquer, de Oliver Stone.

O diretor Taylor Hackford (O Advogado do Diabo) teve dificuldade em encontrar um estúdio disposto a produzir o filme biográfico, mas hoje não lamenta nada. “Se eu tivesse feito o filme 15 anos atrás, não teria sido estrelado por Jamie Foxx”, explicou. “Ainda bem que levei 15 anos para fazê-lo”. Ray inclui gravações originais de canções de Ray Charles, mas não é uma homenagem apenas cor-de-rosa. O filme também mostra como o músico enfrentou a dependência de heroína, contra a qual lutou por 20 anos, casos de amor tempestuosos, a segregação racial e a morte acidental de seu irmão mais jovem.

Hackford relatou uma conversa que teve com Ray Charles enquanto o filme estava sendo feito. “Ele me disse: não sou anjo e não quero que me retratem como anjo. Basta dizer a verdade”, disse o diretor

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    “Foi questão de entrar nas nuance de Ray Charles, não apenas representar o papel dele”, disse Foxx, durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde o filme estreou. O ator não quis simplesmente imitar Ray Charles, que superou a pobreza, a cegueira e a dependência de heroína para tornar-se um dos artistas mais amados dos Estados Unidos.

    Foxx reagiu com alguma timidez às especulações quanto ao Oscar. “Eu as aceito porque elas chamam mais atenção para o filme”, comentou. O ator ganhou fama com papéis cômicos no programa de variedade In Living Color. Em seguida, teve seu seriado próprio, com seu próprio nome, e atuou em Um Domingo Qualquer, de Oliver Stone.

    O diretor Taylor Hackford (O Advogado do Diabo) teve dificuldade em encontrar um estúdio disposto a produzir o filme biográfico, mas hoje não lamenta nada. “Se eu tivesse feito o filme 15 anos atrás, não teria sido estrelado por Jamie Foxx”, explicou. “Ainda bem que levei 15 anos para fazê-lo”. Ray inclui gravações originais de canções de Ray Charles, mas não é uma homenagem apenas cor-de-rosa. O filme também mostra como o músico enfrentou a dependência de heroína, contra a qual lutou por 20 anos, casos de amor tempestuosos, a segregação racial e a morte acidental de seu irmão mais jovem.

    Hackford relatou uma conversa que teve com Ray Charles enquanto o filme estava sendo feito. “Ele me disse: não sou anjo e não quero que me retratem como anjo. Basta dizer a verdade”, disse o diretor

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