Carioca, nascido em 1950, filho um advogado e uma médica, Silvio Tendler (ex-secretário de Cultura do DF) define-se como um verdadeiro rato de cinemateca em sua juventude. Em 1968, foi eleito presidente da Fundação de Cineclubes do Rio de Janeiro, no auge do movimento cineclubista no País. Seu primeiro curta-metragem, Fantasia para Ator e TV, trazia no elenco Leila Diniz, Nara Leão e Paulo Coelho. Um de seus primeiros trabalhos como documentarista é o registro da última entrevista do líder João Cândido, O Almirante Negro, material que seria depois apreendido pelo governo militar. Nessa época, Tendler admite “que já tinha a cabeça feita pelo Vladimir Carvalho”. Entre 1970-72, Tendler trabalha em programas de cultura popular no Chile. Seu primeiro longa, Os Anos JK, exigiu quatro anos de trabalho, entre 1976 e 1980. As habilidades para a pesquisa de imagens e documentos da história contemporânea brasileira se confirmam em Jango, com mais de um milhão de espectadores na época das Diretas Já.